"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Papa cria Ordinariato australiano e nomeia primeiro Ordinário


A Congregação para a Doutrina da Fé, em razão da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, erigiu o Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora do Cruzeiro do Sul no território da Conferência Episcopal Australiana.

Ao mesmo tempo, o Santo Padre Bento XVI nomeou primeiro Ordinário de Nossa Senhora do Cruzeiro do Sul o Rev. Harry Entwistle.

Rev. Harry Entwistle

O Rev. Harry Entwistle nasceu em 31 de maio de 1940 em Chorley, na Inglaterra, e foi batizado como anglicano. Depois dos estudos em “St. Chad’s College” na Universidade de Durham, foi ordenado padre anglicano em 20 de setembro de 1964 para a Diocese de Blackburn. Depois de haver exercitado o ministério em Fleetwood, Hardwick, Weedon, Aston Abbots e Cubligton, foi capelão nas prisões de 1974 a 1981 e de 1981 a 1988 “Senior Chaplain” na prisão de Wansworth.

Emigrado na Austrália em 1988, foi “Senior Chaplain” para o "Department of Corrective Services" na Diocese de Perth.

De 1992 a 1999 foi Arquidiácono e Pároco de Northam, de 1999 a 2006 Pároco em Mt. Lawley. Em 2006 ingressou na “Traditional Anglican Communion” e foi nomeado bispo para a região ocidental e Pároco de Maylands em Perth.

Depois de ter sido recebido na plena comunhão com a Igreja Católica e ter sido ordenado diácono, recebe a ordenação sacerdotal na Catedral de Perth hoje, 15 de junho de 2012.

Tradução: OBLATVS

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ubi Petrus, ibi Ecclesia!



“Porque para a verdadeira unidade da igreja cristã é suficiente que o evangelho seja pregado unanimemente de acordo com a reta compreensão dele e os sacramentos sejam administrados em conformidade com a palavra de Deus”.
Confissão Protestante de Augsburg (1530)

“Onde está a pregação autêntica da fé, aí está a Igreja.”
Dom Tissier de Mallerais (2011)

Ora, Dom Mallerais, é evidente que onde estiver a pregação autêntica da fé, aí estará a Igreja. Mas, como diriam os protestantes, isto é suficiente? Um cismático em estado puro, não imbuído de heresia – se é que existe este ente – está fora ou dentro da Igreja?

Dom Fellay esteve em Roma e foi recebido pelo Cardeal Levada, prefeito do Santo Ofício, de quem recebeu a proposta final do Papa. Penso que o Santo Padre tenha dado todas as garantias para que a Fraternidade mantenha e incremente seu apostolado neste tempo de crise. Tenho muita confiança na prudência de Dom Fellay e, mais ainda, na do nosso Pastor Supremo.

Nos próximos dias teremos a decisão de Dom Bernard Fellay e, ao que parece, não será seguido por um e outro bispo da Fraternidade, caso aceite a configuração canônica oferecida por Roma.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fidelidade, não lealdade cega, diz Papa aos futuros diplomatas da Santa Sé


 “A fidelidade de Deus é a chave e a fonte da nossa fidelidade. Hoje queria chamar a vossa atenção precisamente para esta virtude, que bem exprime o vínculo muito especial que se cria entre o Papa e os seus colaboradores imediatos, tanto na Cúria Romana como nas Representações Pontifícias: um vínculo que, para muitos, se radica no carácter sacerdotal de que estão investidos e se especifica depois na missão peculiar, que é confiada a cada um, ao serviço do Sucessor de Pedro.
(...)
Aplicada ao homem, a virtude da fidelidade está profundamente ligada ao dom sobrenatural da fé, tornando-se expressão daquela solidez própria de quem fundou toda a sua vida em Deus.
(...)
Nesta perspectiva, encorajo-vos, queridos amigos, a viver o vínculo pessoal com o Vigário de Cristo como parte da vossa espiritualidade. Trata-se, sem dúvida, de um elemento próprio de todo o católico, e mais ainda de todo o sacerdote. No entanto, para aqueles que trabalham na Santa Sé, este vínculo assume um carácter particular, já que colocam ao serviço do Sucessor de Pedro boa parte das suas energias, do seu tempo e do seu ministério diário. É uma responsabilidade séria, mas também um dom especial, que, com o passar do tempo, vai desenvolvendo um vínculo afectivo com o Papa, feito de íntima confidência, um natural idem sentire, bem expresso precisamente pela palavra «fidelidade».
(...)
Assim, tereis de cultivar uma relação de profunda estima e benevolência, – diria – de verdadeira amizade, para com as Igrejas e as comunidades às quais fordes enviados. Também relativamente a elas, tendes um dever de fidelidade, que se concretiza na perseverante dedicação ao trabalho diário, na presença junto delas nos momentos alegres e tristes, por vezes mesmo dramáticos da sua história, na aquisição de um conhecimento profundo da sua cultura, do caminho eclesial, no saber apreciar aquilo que a graça de Deus tem vindo a operar em cada povo e nação.
(...)
Desta forma, encorajareis e estimulareis também as Igrejas particulares a crescerem na fidelidade ao Romano Pontífice e a encontrarem no princípio da comunhão com a Igreja universal uma orientação segura para a sua peregrinação na história. E, por último mas não menos importante, ajudareis o próprio Sucessor de Pedro a ser fiel à missão recebida de Cristo, permitindo-lhe conhecer mais de perto o rebanho que lhe está confiado e fazer-lhe chegar mais eficazmente a sua palavra, a sua solidariedade, o seu afecto. Neste momento, penso com gratidão na ajuda que diariamente recebo dos numerosos colaboradores da Cúria Romana e das Representações Pontifícias, bem como no apoio que recebo da oração de inumeráveis irmãos e irmãs de todo o mundo.
Queridos amigos, na medida em que fordes fiéis, sereis também credíveis. Aliás sabemos que a fidelidade que se vive na Igreja e na Santa Sé não é uma lealdade «cega», pois é iluminada pela fé n’Aquele que disse: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18). Comprometamo-nos todos neste caminho para, um dia, podermos ouvir dirigidas a nós as palavras da parábola evangélica: «Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor» (cf. Mt 25, 21).”

Papa Bento XVI aos professores e alunos da Pontifícia Academia Eclesiástica, 11/06/2012

Fonte: Santa Sé

sábado, 9 de junho de 2012

Templo protestante vira Catedral Católica


O edifício de uma seita protestante foi adquirido pela Diocese de Orange, na costa oeste dos Estados Unidos, para servir de igreja catedral. Embora alguns pudessem considerá-lo bonito e imponente, enquanto exemplo de arquitetura profana moderna, é indiscutível que o edifício não se adéqua às mínimas exigências do culto católico. Para quem conhece os princípios básicos da liturgia e da arquitetura sacra, tal como nos legaram séculos de tradição, a nova catedral é um dos muitos exemplos icônicos da revolução da identidade e da cultura católicas.

Veja as fotos aqui e julgue por si mesmo.

O edifício que custou 57 milhões de dólares foi batizado de Christ Cathedral (Catedral de Cristo), conforme anunciou há poucas horas o bispo diocesano, Dom Tod Brown, ao final de uma ordenação sacerdotal. As razões da escolha, aprovada pela Santa Sé no último 26 de abril, não podiam ser piores: “Temos o Rev. Schuller (ndt, pastor protestante da seita que vendeu o edifício) e seu ministério na mais alta estima. Era importante que qualquer mudança do nome para a catedral fosse ela mesma respeitosa em relação a seu legado espiritual, ao mesmo tempo em que acomodasse nossas necessidades de definir claramente esta importante instalação como um centro de culto católico”.

Nada contra o nome escolhido pela diocese e aprovado pela Santa Sé. Mas tudo contra a razão pela qual foi escolhido: não melindrar os antigos proprietários protestantes. E, crème de la crème, a padroeira da diocese é Nossa Senhora de Guadalupe.

Ora, se poderia haver alguma razão para comemoração seria batizar o horroroso templo com o nome da Mãe de Deus; rejeitado por razões “ecumenicistas”. Resta saber se haverá na nova catedral ao menos uma imagem de Nosso Senhor, o titular da igreja, e de Nossa Senhora, a padroeira diocesana; ou se não haverá imagens para respeitar o legado espiritual protestante.

E a Santa Missa, será um verdadeiro e próprio sacrifício, ou uma mera lembrança da última ceia?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Faleceu o Cardeal Quezada Toruño


Aos 80 anos, faleceu o Arcebispo-Emérito de Guatemala, Cardeal Rodolfo Quezada Toruño. Ordenado sacerdote em 21/09/1956 e sagrado bispo em 13/05/1972, o pranteado purpurado foi nomeado Arcebispo Metropolita de Guatemala em 19/06/2001 e criado cardeal no consistório de 21/10/2003. Renunciou ao governo pastoral da arquidiocese guatemalteca em razão de idade em 2/10/2010.

O Cardeal desempenhou um relevante papel no processo de pacificação e reconciliação do país após 36 anos de guerra civil.

REQUIEM aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

JMJ - praia de Copacabana e base aérea de Santa Cruz


A praia de Copacabana (zona sul) e a base aérea de Santa Cruz (zona oeste) são os locais escolhidos pelo Vaticano para os mais importantes momentos da Jornada Mudial da Junventude (JMJ) Rio 2013, que ocorrerá entre os dias 23 e 28 de julho do próximo ano.

Em Copacabana serão realizadas a abertura da JMJ Rio 2013, a Via-Sacra, e também será o local de recepção do papa Bento XVI, momento em que o pontícife se encontrará com os milhões de jovens de todo o mundo. Na Base Aérea de Santa Cruz acontecerá o encerramento da JMJ Rio 2013, com a Vigília dos Jovens e a Missa de Envio.

“A programação do Papa só será decidida no final do ano. O Papa costuma participar de todas as estações da Via-Sacra, mas isso só poderemos afirmar no final do ano”, ponderou o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Dois lugares marcantes, de acordo com Dom Orani: “a Base Aérea tem o nome da Terra de Santa Cruz, nome que o Brasil levou desde o início. Lá também está uma cruz antiga trazida pelos jesuítas que marca o trabalho de evangelização do Rio de Janeiro. Já Copacabana leva esse nome por causa de Nossa Senhora de Copacabana. Então, teremos Maria ao pé da Cruz – recordando bem todo o mistério de salvação”.

Fonte: Site da CNBB

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