"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amanhã sucessão em Niterói

Amanhã se tornará pública e aceitação da renúncia de Dom Alano e se conhecerá o nome do novo Arcebispo Metropolitano de Niterói.

Dom Alano Maria Pena entrou na Ordem Dominicana em 1947, aos 12 anos, e professou em 1956. Padre há 50 anos e bispo há 36 anos. Foi bispo auxiliar de Belém do Pará de 1975 a 1976; prelado de Marabá-PA de 1976 a 1979; em 1979 tornou-se o 1º bispo diocesano da Diocese de Marabá onde permaneceu até 1985; de 1985 a 1993 foi nomeado bispo diocesano de Itapeva-SP; em 1993 foi transferido para a Diocese de Nova Friburgo, onde ficou até 2003, quando foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Niterói.

A província de Niterói é muito grata ao querido Metropolita pelos mais de 60 anos de vida religiosa e serviço à Igreja.

Papa ordena visita apostólica em PUC peruana

Peru: pronta a visita apostólica à "Universidade rebelde".

O responsável pela investigação, Cardeal Peter Erdö, chegara a Lima em 5 de dezembro e recolherá os dados necessários para encontrar uma solução diplomática. Conseguirá?


A investigação ordenada pela Santa Sé na Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP) terá logo início. Trata-se de uma visita apostólica que parte das esferas mais altas da Cúria Romana
.
O Vaticano tem a intenção de resolver um velho problema, que deveria ter sido resolvido pelo menos há 10 anos. Uma controvérsia eclesiástica e jurídica relativa à legítima autoridade sobre a Universidade, cujos diretores declaram-se abertamente contrários ao se grão-chanceler, o arcebispo de Lima Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, e às diretrizes da Congregação para a Educação Católica da Sé Apostólica.

Por este motivo, e para tentar encontrar um acordo entre as partes, foi nomeado como visitador o Cardeal Erdö, arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria), uma personalidade reconhecidamente autorizada do mundo católico europeu e homem de confiança do Papa. E não estará sozinho, porque com ele colaborarão dois especialistas em direito canônico de universidades católicas.

O Cardeal Erdö é um prelado cuja carreira sempre foi de alto nível: é membro das congregações para a Educação Católica, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica.

Esta visita recai sob a supervisão da Secretaria de Estado porque se trata do ofício de política interior e exterior do Vaticano. Um gesto que indica que a preocupação para resolver um problema que pode sair do controle e que, neste caso, teria conseqüências negativas para toda a Igreja na América Latina.

Em Lima, Erdö se hospedará na nunciatura apostólica, que aguarda a chegada do novo titular, o americano James Patrick Green, que começará a trabalhar na nova missão em janeiro. Assim, será possível que a investigação na PCUP se dê sem a presença do representante diplomático do Papa.

Uma solução rápida desta visita evitaria uma possível “poluição” com a eleição do próximo presidente da Conferência Episcopal Peruana (CEP), que se realizará durante uma assembléia na terceira semana de janeiro. Uma reunião que marcará a saída do chefe atual, o polêmico arcebispo de Trujillo, Héctor Miguel Cabrejos Vidarte.

Assim, a estada peruana do enviado pontifício não durará mais de duas semanas. Entrevistará diversas autoridades acadêmicas e os sacerdotes jesuítas que trabalham na PUCP. Fará o mesmo com o grão-chanceler, o Cardeal Cipriani, e obviamente escutará as opiniões do presidente dos bispos peruanos, Cabrejos. Haverá também uma reunião com os representantes do governo peruano.

Perguntará, escutará e tomará notas. Não acusará ninguém nem favorecerá nenhuma das partes; oferecerá uma oportunidade para que todos dêem sua própria versão. Depois, com todos os dados, voltará para a Hungria a fim de retomar suas atividades pastorais, como chefe dos bispos locais e como presidente do Conselho das Conferências Européias (CCEE), órgão máximo de representação dos bispos no “velho continente”. E então dedicará parte do seu tempo à redação de um relatório minucioso, com propostas concretas e que entregará ao Vaticano.

Para este trabalho servirá também sua especialização em direito canônico, particularmente para encontrar uma solução definitiva para o problema da universidade peruana, cujas autoridades não querem adequar os estatutos da casa de estudos à constituição apostólica “Ex Corde Ecclesiae”, documento que rege todas as instituições superiores católicas do mundo.

O caso da PUCP é único e isolado. Das nove universidades católicas que existem no Peru, oito seguem a constituição apostólica. Apenas uma não, exatamente a “Pontifícia”. Uma situação anormal que a Santa Sé quer corrigir o quanto antes, não obstante a resistência do reitor Marcial Rubio e da Assembleia Universitária. Eles preferem não modificar nada e permanecer como sempre, com independência absoluta da arquidiocese de Lima, ente que garante a catolicidade deste centro educativo.

A conduta assumida pelas autoridades universitárias nega o espírito original do ateneu, fundado em 24 de março de 1917 pelo sacerdote Jorge Dintilhac e pela Congregação dos Sagrados Corações, em sintonia com a Igreja Católica. Este espírito foi também confirmado em 30 de setembro de 1942, quando a Santa Sé concedeu o título de “Pontifícia” e a incluiu no restrito grupo de instituições no mundo caracterizadas pelo seu filial respeito ao magistério do Papa. Na ocasião, o pensador peruano José de La Riva Agüero y Osma doou suas cartas e bens materiais à Universidade, com a condição de manter sua fidelidade católica.

Por todos estes motivos, os colaboradores de Bento XVI pretendem resolver o problema; procuram evitar uma ruptura definitiva que reclamaria medidas drásticas, como retirar o título de “pontifícia” e “católica” do nome da casa de estudos, ação extrema que seria um precedente negativo. A visita de Erdö é considerada como uma mão estendida para tentar alcançar um acordo. Mas poderia ser a última possibilidade. 

Tradução: OBLATVS

sábado, 26 de novembro de 2011

Sucessão na Arquidiocese de Niterói

Fui informado que o Santo Padre já teria aceitado a renúncia de Dom Alano Maria Pena ao governo da Arquidiocese de Niterói, embora não se saiba quando se dará publicidade ao ato. O muito querido arcebispo renunciou ao ofício ao completar os 75 anos de idade em 7 de outubro de 2010, conforme preceitua o Código de Direito Canônico.

A sucessão em Niterói interessa-me particularmente, já que a diocese de Campos é uma de suas sufragâneas, juntamente com Friburgo de Dom Edney e Petrópolis, agora vacante. Perdemos Dom Filippo para Tarento e agora Dom Alano para a aposentadoria compulsória; é mister que sejamos “compensados”.

Se me fosse dado escolher, não pensaria em outro senão Dom Fernando Guimarães de Garanhuns. A escolha porém, segundo dizem, recaiu em Dom José Francisco Rezende Dias (foto), bispo de Duque de Caxias. Desconheço completamente o bispo.

Enquanto não se confirmam os boatos, não seria desrespeitoso esperar a nomeação de Dom Fernando Guimarães. Soube, mas me custa crer, que o nome do bispo redentorista teria encontrado resistência no Leste 0 da CNBB. Aliás, eu nem sabia que eles, sendo de outra província, deveriam ser consultados. Tal seria um efeito colateral da colegialidade. 

Jubiuleu de Prata Sacerdotal

Completou 25 anos de fecundo sacerdócio o Revmo. Pe. Hélio Marcos da Administração Apostólica Pessoal de São João Maria Vianney. Um contingente significativo de padres da diocese e da administração participou da Santa Missa em ação de graças na paróquia pessoal de Ururaí da qual é pároco o jubilado. Pe. Hélio é muito querido entre o clero local pelo exemplo de vida sacerdotal e caridoso auxílio pastoral, sobretudo no sacramento da penitência. Entre os convivas estavam o senhor bispo emérito de Campos e o senhor administrador apostólico.

Padre Hélio, parabéns e obrigado. A admiração e o respeito que o senhor me inspira levam-me a considerar a grandeza do Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo ao qual também eu, indigno, fui chamado. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

De volta ao absolutismo

Há um poder absoluto no Brasil, o dos 11 juízes do STF. Estes senhores, embora sem legitimidade, estão redefinindo os rumos da nação na direção que lhes parece conveniente. Em recente decisão, entenderam que o direito de livre manifestação garantido na Constituição cobre a apologia de um crime que vem destruindo, numa intensidade sempre crescente, milhares de vidas no Brasil e no mundo.

Defender em tese a legalização das drogas em fóruns apropriados não é certamente o mesmo que permitir “paradas”, “passeatas” ou “desfiles” festivos em que o uso de drogas seja carnavalizado ou banalizado. Que o digam as famílias que conhecem o caráter destrutivo das drogas.

O que me parece estar em curso no Brasil é que o Supremo usurpou o poder constituinte. Eles passaram de fiadores a intérpretes, de intérpretes a constituintes. Ou se quisermos, eles agora SÃO a constituição. Quem julgava superado o absolutismo, depara-se agora com novos reis-sóis –  La constitution sommes-nous!

Não tenho formação jurídica para sustentar uma tese, mas como leigo me pergunto se não se é previsto um tipo de impedimento para um ou mais ministros do Supremo por violação da constituição e demais leis do país.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nomeação de Dom Filippo Santoro para arquidiocese italiana

É dada como certa a nomeação de Dom Filippo Santoro para a Arquidiocese de Tarento, Itália. A especulação é de Andrea Tornielli no  Vatican insider.


Uma vez confirmada, a transferência significará o retorno de Dom Filippo para sua terra natal depois de 27 anos como missionário Fidei donum no Brasil. Vindo para o Rio de Janeiro por sugestão de Dom Giussani, desempenhou vários encargos pastorais e dedicou-se ao ensino da Filosofia e da Teologia até sua nomeação como auxiliar de Dom Eugênio em 1996. Foi nomeado bispo de Petrópolis em 2004, onde se encontra até o momento.

A diocese de Tarento foi criada no século VI e, já no século X, elevada à condição de Metrópole. Conta atualmente com 405 mil católicos (99% da população) e 143 padres diocesanos distribuídos em 82 paróquias.

Tornando-se o novo arcebispo de Tàrde, Dom Filippo será o sexto bispo italiano proveniente do movimento Comunhão e Libertação.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

De volta ao Brasil

Já estou de volta! As publicações, entretanto, deverão esperar pois são muitos os afazeres que se acumularam e que têm prioridade. O fim-de-semana já foi bastante cheio, como vem sendo a semana.

Só antecipo que a estada em Roma foi coroada na quinta-feira com a participação na Missa do Papa; uma missa bastante restrita da qual pudemos participar graças aos préstimos de um amigo, confessor na Basílica de São Pedro. Vê-se que o Santo Padre já sente o peso dos anos e vem diminuindo sensivelmente determinadas atividades a fim de se concentrar nas mais importantes, como por exemplo sua viagem apostólica ao Benin nos próximos dias.

Rezemos pelo Santo Padre. 

Ad multos annos, Sancte Pater!

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