"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bento XVI na berlinda midiática


Raffaella, a melhor e mais lida blogueira católica italiana, “descobriu” e publicou os “princípios editoriais” seguidos pela maioria dos profissionais no que concerne à Igreja Católica e, em especial, ao Papa Bento XVI.

Se você quer entender o processo de produção de notícias dos canais de TV a que assiste, das revistas e jornais que lê e das manchetes que vê na tela de seu computador, não deixe de ler o que vai abaixo.


OS PRINCÍPIOS EDITORIAIS SEGUIDOS POR TANTOS JORNALISTAS

1) Prepare escrupulosa e antecipadamente cada visita ou viagem apostólica de Bento XVI:

a) crie uma bela polêmica sobre os custos da viagem;
b) selecione acuradamente as possíveis temáticas (padres pedófilos, declínio de fiéis, desobediência dos bispos [exceto no Brasil, onde isto não existe!]; eventuais contrastes com Protestantes, Judeus e Muçulmanos);
c) faça de forma que a viagem seja precedida de uma crescente escalada de polêmicas. Eventualmente e no último minuto, finja estar chocado com o comportamento da mídia [se você quiser parecer “independente” e imparcial];
d) apresente a viagem como “a mais difícil do Pontificado”;
e) dê a máxima ressonância às manifestações de protesto que estão sendo organizadas. Inflacione as cifras que os organizadores lhe fornecem e insinue que os manifestantes serão mais numerosos que os fiéis;
f) avise aos seus leitores que as Missas e as Vigílias presididas pelo Papa Bento ficarão certamente desertas;
g) evidencie o fato de que o Papa Bento não conhece a realidade dos vários países que visita porque vive fechado no Vaticano (acariciando gatinhos, escrevendo livros e tocando piano);
h) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff], uma verdadeira garantia;
i) pergunte sempre ao Padre Lombardi se, durante a viagem, o Papa encontrará vítimas de padres pedófilos;
j) no dia do embarque do Papa, escreva um artigo absolutamente negativo sobre a viagem em que fique claro que ninguém está esperando o Papa e que ele será acolhido com a frieza do gelo siberiano;
k) se por acaso o Papa visita a Alemanha, não se esqueça de citar a famosa frase “Nemo propheta in patria”.

2) Quando você percebe, durante a viagem, que a realidade é bem diferente daquela que descreveu ou está descrevendo:

a) não desanime;
b) se você é um jornalista televisivo, entreviste sempre que lhe diz que preferia João Paulo II ou que está ali por curiosidade e não para ver Bento XVI. Entreviste preferivelmente padres e seminaristas;
c) mostre as imagens dos manifestantes contrários mesmo se são “quatro gatos pingados”. Particularmente: use a metade dos poucos segundos que o seu telejornal lhe dá para falar das manifestações e não daquilo que faz ou diz o Papa;
d) se você é um jornalista da mídia impressa, procure não evidenciar que nas manifestações antipapais havia “quatro gatos pingados” e entreviste o porta-voz dos manifestantes, o qual inflacionará o número se necessário;
e) jamais chame a atenção dos leitores para o fato de que nas manifestações não havia as multidões esperadas;
f) jamais evidencie o número de fiéis que, por contraste, acorrem para ouvir o Papa Bento;
g) recorde-se que cada manifestante seja contado em dobro e que cada fiel vale a metade;
h) se, durante a visita, ocorre um episódio sem qualquer importância (falso atentado, falsas ameaças...), evidencie isso e não a atividade do Papa!
i) se o Papa diz: “defendamos a família”, você escreve: “Anátema do Papa contra os casais de fato”;
j) procure simplificar ao máximo e, se possível, faça o Papa dizer aquilo que não disse e/ou aquilo que você pensa ter sido o único a perceber;
k) se o Papa encontra as vítimas dos padres pedófilos, você tem duas alternativas: faça com que o encontro se torne a única razão da viagem ou (a tendência que prevalece desde 2011) ignore o evento e prossiga;
l) não se esqueça, porém, de avisar a seus leitores que o Papa não falou explicitamente de padres pedófilos;
m) se o Papa, porém, falar disto, finja não ter ouvido;
n) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];
o) se o Papa o surpreende, não lhe dê muita satisfação. Você sempre poderá dizer que este Pontífice tem uma linguagem complexa que não chega ao homem comum;
p) se você tem duas cifras disponíveis sobre a presença dos fiéis, indique sempre a mais baixa;
q) evidencie ao máximo que havia sim muitos fiéis mas que provavelmente estavam lá por curiosidade ou por acaso;
r) jamais escreva que estranhamente os fiéis são movidos pela curiosidade apenas quando o Papa Bento está medido no meio;
s) se puder, ignore totalmente o restante da viagem.

3) Quando a viagem foi concluída e você se dá conta de haver cometido, como sempre, uma quantidade exagerada de erros:

a) procure esquecer o mais depressa possível a viagem e não fale mais dela;
b) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que ilumine os leitores com sua palavra.

4) Lembre-se sempre de que o tema “pedofilia na Igreja” é o assunto mais popular dos últimos anos:

a) aproveite cada ocasião que se apresentar;
b) fique tranqüilo: geralmente a Santa Sé jamais intervém em defesa do Papa, sobretudo em relação a este assunto. Siga adiante seguro da impunidade;
c) quando se difundir notícias sobre novas acusações contra o Papa (por exemplo, uma denúncia à Haia), finja não saber que Ratzinger é o homem que mais fez nas últimas décadas para combater a praga dos padres pedófilos;
d) nunca cite as medidas e o exemplo do Papa Ratzinger;
e) comporte-se como se fosse a primeira vez que o Papa é acusado de algo;
f) ataque o Papa na primeira página, preferivelmente com uma foto de costas;
g) cite, de passagem, o caso do Padre X., mesmo que já tenha sido abundantemente explicado;
h) cite também o irmão do Papa mesmo que nada tenha a ver com os casos de pedofilia verificados no coro de Ratisbona;
i) É FUNDAMENTAL que você jamais destaque que os casos de pedofilia de que se trata, se deram há décadas;
j) faça de forma que os leitores pensem que o escândalo de pedofilia tenha surgido no Pontificado ratzingeriano;
k) jamais cite outros Pontificados;
l) nunca aponte para o fato de que Ratzinger é o único Papa que se encontrou ao menos seis vezes com as vítimas dos pedófilos;
m) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que diga uma das suas;
n) quando as coisas se tornam sérias para a Igreja, jogue toda a responsabilidade sobre Ratzinger, mas se você percebe que o vento muda, escreva que os méritos não são apenas de Bento XVI;
o) jamais e por nenhum razão no mundo deverá escrever ou pronunciar o nome de Maciel;
p) continue a bater na tecla da abertura dos arquivos, fingindo ignorar o bem feito nestes últimos anos;
q) entreviste o porta-voz das associações de vítimas que mais atacam o Vaticano;
r) sirva de megafone para os advogados das vítimas e não conceda jamais à outra parte o benefício da dúvida;
s) quando o Vaticano se cala (isto é, sempre) mas comentaristas e editorialistas autorizados fazem notar que é um absurdo culpar Ratzinger, o Papa que mais fez contra os pedófilos, dê marcha-ré imediatamente e não fale mais de denúncia à Haia;
t) insinue que Bento XVI poderia fazer muito mais ou então que é muito duro e pouco misericordioso com os culpados. Em suma, faça de modo que tenha sempre a culpa!
u) omita recordar que desde 1988 Ratzinger pede maior severidade na punição dos culpados;
v) sempre finja ignorar que a Congregação para a Doutrina da Fé é competente nos casos de pedofilia no clero apenas a partir de 2001;
w) lembre-se de que, em relação a este assunto, há nomes que podem ser citados e outros que, embora vivos e com saúde, jamais devem ser envolvidos.

5) Quando o Papa faz um importante discurso:

a) regra de ouro: ignore-o!
b) finja que o Papa não tenha falado, exceto para lamentar o fato de que o Papa não se expressou sobre um determinado assunto;
c) distorça o pensamento do papa quando ele diz algo que não agrada a você ou a seu editor;
d) force alguns conceitos se as frases do Papa possam ser interpretadas a favor de sua ideologia política ou da de seu editor;
e) o “sim” à vida deve tornar-se o “não à pílula do dia seguinte”, o “sim” à família deve tornar-se o “não aos casais de fato e, em particular, aos gays”;
f) se o Papa “repreende” os bispos de um certo país, tome sempre a defesa dos prelados em nome da colegialidade!
g) cite sempre o Concílio e insinue que o Papa quer anular todos os documentos conciliares;
h) entreviste Hans Küng para que recorde mais uma vez ter sido perito conciliar [neste caso o genérico, Leonardo Boff, é incompetente; ele pode, entretanto, falar do processo cruel a que foi submetido pelo Cardeal Ratzinger e de como foi defendido pelos cardeais Arns e Lorscheider];
i) lembre-se sempre de evidenciar que Bento XVI não faz nada e não diz nada que não tenha já dito ou feito o seu predecessor;
j) se o Papa diz algo que vai contra a sua fé política ou a de seu editor, vá correndo para a praça pública e grite: “Ingerência!”;
k) se o Papa, porém, disser algo contra a ideologia do partido que não agrada a você ou a seu editor, postule a advertência papal, o anátema ou a eventual excomunhão. Recorde que o Santo Padre e a Igreja não podem se calar. Cante “Hosanas” quando Bento XVI se exprime como agrada a você e a seu editor;
l) destaque que Bento XVI não é um Papa político mas, se fala de ética, faça com que as pessoas percebem que ele comete grave ingerência nos negócios políticos de um outro país;
m) a tal propósito cita o otto per mille [uma espécie de imposto italiano voluntário destinado às confissões religiosas], omitindo que ele vai para a CEI [conferência dos bispos italianos] e não para o Vaticano.

6) Quando se fala de Bento XVI na televisão:

a) evidencie sempre que é diferente de seu predecessor;
b) insinue que tem menos carisma ou que sequer tem algum;
c) entreviste pessoas que declaram preferir outros Papas;
d) se se está falando do Papa Bento, faça de modo que o discurso termine nos outros;
e) convide padres, bispos e cardeais muito hábeis em não falar do Papa Bento;
f) se é mesmo obrigado a fazer um programa sobre Ratzinger, o ponha no ar de manhã bem cedo ou à noite bem tarde;
g) faça transmissões ao vivo do Papa somente quando é necessário;
h) se possível grave os eventos e os transmita tarde da noite (JMJ de Madri docet);
i) finja maravilhar-se se o Papa faz algo de inesperado;
j) recorde aos telespectadores que quando foi eleito lhe parecia frio por ser alemão;
k) destaque que é um professor como se fosse um título de demérito;
l) procure fazer de forma que na mesma rede, na mesma semana (melhor ainda se no mesmo dia), o Papa Bento seja posto na berlinda enquanto o seu predecessor seja recordado com afeto;
m) quer, por acaso, deixar de entrevistar Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff]?

7) Se vêem à tona fatos ocorridos antes de 19 de abril de 2005:

a) faça de forma que seja questionado o Papa Ratzinger;
b) recolha apelos a fim de que o Papa intervenha em primeira pessoa, abrindo arquivos ou fazendo ele próprio apelos também sobre fatos de que não possa ter conhecimento;
c) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

8) Quando se fala da relação entre Bento XVI e as outras religiões ou confissões cristãs:

a) ponha-se sempre, e em qualquer circunstância, do lado dos Protestantes;
b) quando se trata dos amigos judeus, não deixe de citar o fato de que o Papa é alemão, que revogou as excomunhões dos bispos lefebvrianos, em particular de Williamson, e que publicou a Summorum Pontificum;
c) evite como a peste recordar que a oração da Sexta-feira Santa jamais foi modificada nem por Paulo VI, nem por João Paulo II, e que Bento XVI a mudou para ir ao encontro dos judeus;
d) defenda sem reservas a tese do silêncio de Pio XII e recorde que Bento XVI declarou venerável o Papa Pacelli, mas omita observar que o processo de beatificação foi aberto em 1967;
e) quando se trata dos amigos muçulmanos, cite sempre o discurso de Ratisbona como pedra de tropeço;
f) faça sempre referência à aula de Ratisbona chamando-a “gafe”, “lapso”, “incidente”, como preferir;
g) por nada no mundo você deverá citar os progressos no diálogo entre católicos e muçulmanos ocorridos depois do discurso de Ratisbona;
h) não nomeie jamais os irmãos ortodoxos;
i) se os citar, jamais mencione a reaproximação entre católicos e ortodoxos, atribuindo o mérito ao Papa Bento XVI;
j) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];

9) Se há um aniversário particular que diz respeito ao Papa Bento:

a) regra de platina: ignore-o!
b) aja exatamente como se fez em 29 de junho de 2011 (60º aniversário de ordenação): finja que seja um dia qualquer para a Igreja;
c) esteja atento: comece já a pensar em 16 de abril de 2012, dia em que Bento XVI completará 85 anos;
d) de modo algum deverá se tornar uma ocasião para celebrar o Papa ou para constatar sua jovialidade mental e sua resistência física;
e) prepare-se desde já para o evento insistindo sobre a possibilidade de demissão;
f) a tal propósito não deixar de ouvir o parecer de Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

10) No que diz respeito às multidões que assistem aos eventos presididos por Bento XVI:

a) regra de diamante: ignore-as!
b) finja não ver os fiéis que participam do Ângelus e das audiências gerais;
c) se se apresenta um fiel a menos do que o previsto, faça disto a manchete e conte com o ábaco;
d) se porém as presenças superarem as expectativas, finja não ser nada, olhe para o outro lado e não fale mais disso;
e) insinua que os fiéis acorrem por causa da novidade, mas omita recordar que Bento é Papa há seis anos e meio;
f) para reforçar a tese conceda o devido espaço a Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff – arre, vade retro!].
Tradução: OBLATVS

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Prelado ortodoxo russo novamente recebido por Bento XVI




Bento XVI recebeu nesta manhã em audiência no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo o Metropolita de Volokolamsk, Hilarion, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou. Philippa Hitchen entrevistou o arcebispo ao término do encontro com Bento XVI:

Sua Santidade é o homem da fé e toda vez que o encontro me sinto encorajado pelo seu espírito, sua coragem e sua dedicação à vida da Igreja em todo o mundo. E naturalmente me impressionam muito seu conhecimento das tradições ortodoxas e a atenção que dá ao diálogo entre católicos e ortodoxos. Há poucos dias, quando se encontrava na Alemanha, encontrou representantes da Igreja ortodoxa alemã e falou do diálogo em curso entre a Igreja Católica e a Igreja ortodoxa. Acredita-se que esta atitude do chefe da Igreja romano-católica ajudará muito para que no futuro mais bem nos compreendamos reciprocamente.

O que se pode dizer a respeito de um encontro entre o Papa e o Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Kirill?

Cremos que, mais cedo ou mais tarde, no futuro, se dará tal encontro. Não estamos ainda prontos a discutir a data, o lugar ou o protocolo de um evento desta natureza, porque aquilo que conta para nós principalmente é o conteúdo deste encontro. Tão logo estejamos de acordo sobre o conteúdo, sobre os pontos a respeito dos quais ainda estamos em desacordo ou temos opiniões divergentes, então creio que poderemos ter este encontro. No entanto, se requer uma preparação muito atenta e não devemos ter pressa para realizar tal encontro num momento particular.

Tradução: OBLATVS

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mais uma reunião da Cetel e até agora nada!

O site da CNBB informa que os responsáveis pela tradução da terceira edição típica do Missal Romano estiveram reunidos em Brasília.

"A Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) se reuniu em Brasília (DF), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para dar continuidade às revisões da tradução do Missal Romano e de outros textos litúrgicos. Esta é a segunda reunião do ano e a primeira reunião da nova composição da Cetel, após a sua escolha, em maio, em Aparecida (SP), na 49ª Assembleia Geral da CNBB. (...) Desde 2005 a equipe da Cetel vem fazendo o trabalho de tradução e revisão da terceira edição do Missal Romano. Por ano são três reuniões."

Há seis anos - e com grande atraso - tal comissão começou a fazer um importantíssimo trabalho de rever as péssimas traduções clementinas que vigoram entre nós. A terceira edição típica não oferece grandes novidades em relação às edições anteriores, ou seja, não fizeram significativos acréscimos ou mudanças  no pobre Missal de Paulo VI, mas um novo missal em língua vulgar poderá acrescentar muito, sobretudo para os padres.

Costumo dar como exemplo as palavrinhas "sanctas ac venerabilis" do Cânon Romano. Elas estavam lá antes de "mudarem" a Missa; permaneceram no Missal de Paulo VI e são repetidas ininterruptamente há centenas de anos pelos sacerdotes ao se referirem às mãos de Nosso Senhor no sagrado momento da consagração. Desde que rezem em latim, como eu fiz ontem! Porque no Brasil Dom Clemente Isnard e Cia. decidiram amputar as mãos divinas.

Alguns alegam que se trata de um preciosismo tolo, que o mais importante é a participação do povo e que, afinal, o Cânon quase não é usado. Mas ninguém responde em que três palavrinhas incomodam tanto e a quem, para que tenham sido sumariamente eliminadas do Missal em português. E como elas, tantas outras que sobreviveram no Missal em latim, não foram poupadas nestas bandas.

Eu imagino que só veremos a tradução acabada quando a Santa Sé ameaçar o mundo com uma quarta edição do Missal Romano - revista, ampliada e corrigida. Se isto acontecesse, a Cetel se apressaria em trazer à luz a atualíssima de 2001 (sic!), antes que os curialistas resolvessem enriquecer o Missal ou eliminar seus excessos.
    

domingo, 25 de setembro de 2011

Michael Voris sobre FSSPX

Com legendas em português:


Irá Bento XVI renunciar em 2012? Deus não permita!

Por Antonio Socci


No momento é um rumor (uma hipótese pessoal de Joseph Ratzinger) e espero que jamais se torne uma notícia. Mas já que circula nos salões mais importantes do Vaticano merece muita atenção.
Resumidamente: o Papa não descarta a possibilidade de renunciar ao completar seus 85 anos, ou seja, em abril do próximo ano.
Que Ratzinger considere possível esta escolha é sabido desde 2002, pelo menos, quando se teve de estudar a eventualidade com o agravamento da doença de João Paulo II.
Mas Ratzinger voltou ao assunto também como Papa. No livro entrevista “Luz do mundo”, publicado em 2010, interpelado pelo jornalista Peter Seewald, declarou: “Quando um Papa chega à clara compreensão de não mais estar em condições físicas, psicológicas ou mentais de desempenhar a missão que lhe foi confiada, tem o direito e, em algumas circunstâncias, também o dever de renunciar”.
Hoje o Papa Bento parece verdadeiramente em forma, embora se ponha o problema da sua idade e de suas energias: “às vezes me preocupo”, confidenciou a Seewald, “e me pergunto se darei conta de tudo, mesmo que apenas do ponto de vista físico”.
Com o enorme volume de trabalho que está fazendo para a Igreja e o imenso peso da responsabilidade espiritual que porta, o Papa afirmou em 2010 sentir todo o peso de seus 83 anos: “confio no fato de que o bom Deus me dá a força de que necessito para fazer o que é necessário. Mas também me dou conta de que as forças vão diminuindo”.
Ele sabe que está “nos limites do que é humanamente impossível naquela idade”.
É neste contexto que nasceu nele a hipótese (no momento apenas uma hipótese) de aproveitar a passagem dos 85 anos para transmitir o cargo. Todavia, ele mesmo havia declarado um problema moral.
Ao próprio Seewald – que lhe havia interpelado durante a terrível tempestade relacionada ao escândalo de pedofilia – o papa havia explicado:
“Quando o perigo é grande não se pode escapar. Eis porque este seguramente não é o momento de renunciar. Exatamente num momento como este é que se deve resistir e superar a situação difícil. É possível renunciar num momento de serenidade, ou quando simplesmente não há mais o que fazer. Mas não se pode fugir exatamente no momento do perigo e dizer: ‘disto se ocupe um outro’.”
Hoje aquela terrível tempestade, que Bento XVI definiu a “pior perseguição”, já parece superada pela Igreja graças exatamente à condução transparente e santa deste pontífice que soube pedir perdão e ensinar humanidade e humildade (em Malta, um representante das vítimas de abuso, Joseph Magro, depois do encontro com o Santo Padre, declarou: “O Papa chorou junto comigo, mesmo não tendo qualquer culpa por aquilo que me aconteceu”).
Todavia o momento da Igreja é sempre difícil e há uma obstinação particular exatamente no que diz respeito a este pontífice. O filósofo judeu francês Bernard Henri Lévy denunciou que todas as vezes em que se fala do Papa Ratzinger “a discussão é dominada por preconceitos, por desonestidade ou pela mais completa desinformação”.
Quanto mais se conhece este homem de Deus como um pai humilde, sábio, humano, mais parece provocar-se a corja a demonizá-lo e a humilhá-lo.
Basta rever as crônicas das últimas semanas: em 13 de setembro houve quem quisesse inclusive levá-lo ao tribunal de Haia com a surreal acusação de “crimes contra a humanidade”, enquanto da Alemanha chegavam vozes hostis à viagem pontifícia, em 20 de setembro, Umberto Eco lança a sua ridícula rejeição do papa como teólogo sustentando que até “um aluno da escola elementar” argumentaria melhor do que ele.
Nestes dias na Alemanha foi recebido por várias manifestações hostis e, segundo uma pesquisa, dois terços dos católicos alemães (em debandada graças a décadas de liderança progressista da Igreja alemã) definiram “pouco ou nada importante” para eles a visita do Papa.
Enquanto isto cem parlamentares polemicamente se ausentaram quando ele devia falar no Bundestag.
Tanta intolerância e tantos preconceitos mostram-se ainda mais desmotivados vista a admiração geral que suscitou em seguida o discurso do Pontífice no parlamento alemão (é sempre assim: também com a viagem à Grã-Bretanha os gélidos ingleses acabaram se enamorando desde pontífice sábio e humilde).
Giuliano Ferrara – que é um homem culto e consciente – depois do discurso no Bundestag manifestou seu entusiasmo, publicou inteiramente um artigo no “Foglio”, acrescentou um comentário filosófico em que se definiu “ratzingeriano” e – embora não seja religioso – chegou a afirmar: “Somente um Papa pode nos salvar”.
Ferrara que nos últimos tempos (enganando-se, penso eu) temia que o grande papa Ratzinger (“o nosso amado Papa”) se intimidasse (pelas virulentas reações) depois do discurso de Ratisbona e que o via “imerso nas águas da fé apenas”, de onde o Pontífice “convidava a rezar e expiar as culpas pessoais e as da igreja”, dedicado à reconstrução interior da fé dos cristãos, reencontrou aquele que considera o único verdadeiro e grande líder da humanidade nesta conjuntura histórica:
“No esplêndido discurso feito no Bundestag, o Parlamento de sua pátria”, escreveu Ferrara, “ressurgiu em clara, simples e fulgidíssima luz – a luz da inteligência e da razão – aquele formidável professor Ratzinger que foi eleito como guia da Igreja de Roma com uma plataforma de luta intelectual e ética à deriva relativista e niilista do ocidente moderno. Que somente um Papa pode salvar. Bento surpreendeu a todos. Nada de intuições pastorais minimalistas, nada de catequese ordinária, e em seu lugar um enérgico, nítido e extraordinário convite à substância daquilo que é político, público, e à questão filosófico-jurídica de como se pode fazer a coisa justa, levar uma vida justa, conduzir governos e estados justos, fazer leis justas num mundo que não mais depende da tradição, da autoridade intrínseca da fé, mas da democracia majoritária. Foi – acrescenta Ferrara – uma grande lição filosófica, histórica e teológica sobre os fundamentos, mais, sobre a fundação política, da nossa cultura e da nossa ideia de liberdade, de humanidade, de natureza e de razão. Os gigantes usam palavras simples e conceitos ao alcance de todos, não são esotéricos, falam ao centro forte e realista da inteligência humana. E assim fez o Papa (...). Não é um discurso permeado de polêmicas e sofismas. Se somos livres, se estamos num mundo laico, se somos donos de nosso destino é porque somos cristãos. O cristianismo não impôs a Revelação como lei, não é a ‘sharia’, não é um espaço mítico para deuses litigiosos. Na base dos direitos humanos, das conquistas do Iluminismo, da própria ideia moderna de consciência, está a escolha cristã e católica em favor do direito da natureza e da lei da razão”.
Ferrara o explica muito bem. Mas está diante dos olhos de todos a grandeza e a humildade deste homem de Deus, que desejava trabalhar pelo Reino de Deus através do estudo e com os livros, que não desejava ser nomeado bispo, nem prefeito do ex-Santo Ofício, que dele tentou demitir-se duas vezes e que – enquanto o elegiam Papa, na Sistina – rezava assim: “Senhor, não faça isto comigo”.

O povo cristão – como mostram os dois milhões de jovens reunidos em Madri em agosto – sabe que este Papa chega ao coração e à inteligência como nenhum outro e as mentes mais límpidas da cultura laica sabem que hoje Bento XVI é o único farol da humanidade num contexto muito nebuloso. Todos esperamos que não nos abandone na tempestade, que jamais deixe o seu ministério de pai de todos.

Porque nem todos os papas são iguais. São Vicente de Lérins dizia que “Alguns papas Deus nos dá, a alguns Ele tolera, outros nos inflige”. Bento XVI é um dom ao qual não podemos renunciar.

Antonio Socci
Do “Libero”, 25 de setembro de 2011
Tradução: OBLATVS

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Novo Vigário Geral de Campos

Dentro de poucos dias o senhor bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco, tornará pública a nomeação do novo Vigário Geral. Quis o senhor bispo que o clero compusesse uma lista tríplice, da qual ele escolheria livremente o nome que lhe aprouvesse. A escolha já foi feita e agradará muito ao clero, embora eu preferisse ter o padre escolhido como coordenador diocesano de pastoral.

Há anos, por razões anatômicas, chamo o padre em questão de “monsenhor”, e eis que agora ele o será em virtude do ofício. O vigário geral de uma diocese é protonotário apostólico “durante munere”, ou seja, enquanto desempenhar a função. Sendo assim, o apelativo apropriado para ele é “monsenhor”.

As vestes do vigário geral são: batina violácea com punhos vermelhos (no coro ou em ocasiões mais solenes); batina preta com filamentos vermelhos com faixa violácea em todas as ocasiões; os protonotários podem ainda utilizar o ferraiolo violáceo. Até Paulo VI, eles eram considerados “protonotários de preto” em razão das vestes, distinção que a Pontificalis Domus eliminou, conservando-lhes porém a dignidade prelatícia, o que se prova pelo Anuário Pontifício atual.

Atualização

A postagem sobre as Igrejas Orientais Católicas, de novembro de 2009, foi ampliada e atualizada. Os interessados encontram-na aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um pouco de Bento XVI

A Atividade da Santa Sé / 2010


Cidade do Vaticano, 19 de setembro de 2011 – “A atividade da Santa Sé” é um grosso volume que todos os anos dá conta dos atos realizados pelo Papa e pela Cúria Romana. É uma “publicação não oficial”, como especificado na capa, não obstante contenha não poucas informações, às vezes curiosas, que não estão disponíveis em outras fontes vaticanas.

Para verificá-lo basta folhear a última edição, relativa às atividades de 2010, que foi recentemente impressa pela Libreria Editrice Vaticana (pp. 1343, € 80).

Nela vimos a saber, por exemplo:

  • Que no último ano, a seção disciplinar da congregação para a doutrina da fé abriu 643 procedimentos, dos quais 82% dizem respeito aos “delicta graviora” (em que se encaixa o abuso sexual de menores praticado por clérigos), 8% de “delitos contra a fé”, 3% de “casos de aparições” e 7% de questões de vários gêneros.
  • Que no mesmo período, a congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos tratou de algumas centenas de casos relativos à solicitação de dispensa papal a fim de desposar depois de um matrimônio “rato mas não consumado”. Dispensa que foi concedida em 301 casos e negada em 2.
  • Que a congregação para a evangelização dos povos concedeu, através da pontifícia obra da propagação da fé (cujo fundo de solidariedade todavia foi “notavelmente” reduzido por causa da recessão econômica), mais de 85 milhões de dólares de auxílios às dioceses em território de missão. Outros 30 milhões foram ainda distribuídos através da pontifícia obra São Pedro Apóstolo. E outros 19 milhões através da pontifícia obra da infância missionária.
  • Que a Rota Romana, cuja jurisprudência serve de modelo para todos os tribunais eclesiásticos do mundo, no ano judiciário de 2010 emitiu 175 sentenças definitivas no tocante à nulidade matrimonial, a maioria das quais (93 contra 82) favorável à nulidade.
  • Que o pontifício conselho para os textos legislativos, sob indicação do papa, constituiu quatro grupos de estudo em vista de uma possível revisão de algumas matérias do código de direito canônico, relacionadas a questões de direito penal, direito processual, direito matrimonial e direito patrimonial, e às relações entre o código da Igreja latina e o das Igrejas orientais.
  • Que foi constituída uma comissão mista, com peritos da comissão “Ecclesia Dei” e da congregação para o culto divino, para a “atualização” das memórias dos santos e a “possível inserção de novos prefácios” no missal romano pré-conciliar de 1962, ao qual Bento XVI deu plena cidadania em 2007.
  • Que a elemosineria apostólica, em resposta a quase sete mil cartas de pedido de auxílio provenientes de indivíduos e famílias, doou “com discrição” e “quotidianamente”, em nome do papa, uma soma “próxima a um milhão de euros”. Soma inteiramente coberta com as contribuições recebidas pelos pergaminhos com bênção apostólica solicitados pelos fiéis: 115.500 pergaminhos entregues diretamente pela elemosineria e 112.000 distribuídos através de quase oitenta entes conveniados.

Tradução: OBLATVS

sábado, 17 de setembro de 2011

Quem denunciou o Papa Bento XVI à Corte de Haia

Certamente há fiéis católicos perplexos diante da denúncia apresentada contra o Papa Bento XVI na Corte de Haia. O Papa e alguns cardeais foram acusados de cúmplice omissão ou acobertamento nos casos de pedofilia e, como tais, réus de crimes contra a humanidade.

Não deixa de ser curioso que o abuso sexual contra crianças, que viola a integridade física, moral e espiritual das mesmas, seja considerado um crime contra a humanidade (e penso que o deva ser), e o aborto, que viola a mesma integridade em grau extremo, venha se tornando um direito humano universal. Será que algum dia veremos os aborteiros e abortistas – fautores, promotores e cúmplices – no banco dos réus de Haia? Bem que estes criminosos poderiam se juntar aos verdadeiros pedófilos e o mundo seria um lugar melhor de se viver! Mas vamos aos fatos.

Bento XVI é reconhecidamente o campeão da tolerância zero com pedófilos na Igreja. Deve-se a ele uma significativa mudança no tratamento do problema, de tal modo que acusá-lo de acobertamento de pedofilia é bastante revelador das reais intenções de seus acusadores.   

Quem acusa Bento XVI pouco se importa realmente com a sorte das crianças; na verdade, para eles é mesmo bom que haja abusos. Havendo abusos e muitos, mais facilitado será seu trabalho de acusar e sua pretensão de destruir a Igreja. Bento XVI é um inimigo na medida em que lhes tira a “bandeira”, prontamente hasteada quando se pretende atacar a Igreja, não importando sobre que argumentos. Recentemente o governo comunista de Pequim usou a “bandeira” da pedofilia para justificar sua intervenção na Igreja chinesa. O expediente é simples: quer defender uma tese contrária à doutrina da Igreja, não se preocupe com argumentos, basta começar recordando casos de pedofilia.

Quer conhecer quem denunciou o Papa ao tribunal de Haia? Leia o artigo “Eis quais são os dois lobbies anticlericais que denunciaram o Papa a Haia” abaixo:

“Duas associações que se declaram ‘pelos direitos das vítimas de abusos sexuais por parte de religiosos’ apresentaram à Corte penal internacional de Haia um dossiê em que se pede que o Papa Bento XVI, o Cardeal Tarcisio Bertone, o Cardeal Angelo Sodano e o Cardeal William Levada sejam processados por crimes contra a humanidade, porque teriam tolerado e tornado possível a cobertura sistemática e difusa de estupros e crimes sexuais contra crianças em todo o mundo. Uma operação exagerada e utópica muito interessante, porque revela finalmente o imenso esforço de manter  a todo custo a ofensiva secularista contra a Igreja.

A Unione Cristiani Cattolici Razionali (UCCR) criou prontamente um dossiê apropriado em que são recolhidas todas as notícias mais interessantes sobre o assunto. É muito significativo notar como a maioria dos jornais se pôs prontamente ao lado do Pontífice, sublinhando as incontáveis iniciativas de Bento XVI para combater este terrível defeito presente na Igreja e os seus inúmeros mea culpa pela grande desatenção havida da parte de numerosos bispos.  Muitos preveem que esta iniciativa logo se revelará um bumerangue para a cultura anticlerical e, infelizmente, também um distanciamento da atenção midiática sobre as crianças abusadas e sobre o fenômeno da pedofilia, grande mal da sociedade ocidental (secularizada segundo alguns) e em contínua expansão.

Entre os artigos mais interessantes está seguramente o ótimo trabalho desenvolvido pelo blog  “Papa Ratzinger”, onde já foram examinados todos os argumentos de acusação contra o Papa contidos no dossiê apresentado a Haia e já refutados um a um. Outro artigo digno de nota apareceu no L’Occidentale em que se mostra quais são realmente estes lobbies anticlericais que estão na origem da denúncia. Exatamente para dar uma ideia de quem são aqueles que têm interesse de levar adiante esta operação difamatória e auto-publicitária.

A SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests) é um associação débil cujos métodos de condução de suas atividades não convenceram a BBB, uma agência de avaliação das entidades filantrópicas americanas (não-lucrativas), e que sequer foi considerada digna de ser definida como “filantrópica” [charity no original]. Não parece ser muito amada pelas vítimas de pedófilos, alguns dos quais abandonaram a associação, como Michael Baumann (aqui seu artigo no seu blog) ou Key Ebeling (seu artigo). A SNAP ademais é financiada por advogados para cujo trabalho contribui mandando-lhes as pretensas vítimas como clientes em potencial. E a lista é óbvia e necessariamente longa. E ainda, como observou aqui um comentarista, um dos maiores colaboradores da SNAP, Dr. Steve Taylor, foi preso em 2008 pela posse de mais de 100 vídeo-imagens pedo-pornográficas. A fundadora e atual presidente da associação para as vítimas de pedófilos, Barbara Blaine, escreveu imediatamente diversas cartas em sua defesa pedindo aos magistrados para fecharem os olhos e voltarem a atenção para o trabalho desenvolvido por Taylor ao longo dos anos. Todavia, a SNAP recorda em seu site que, quando um padre é acusado, os paroquianos que o defendem deveriam fazê-lo “em privado”. Mas evidentemente as regras não são iguais para todos. E ainda, mesmo depois da prisão de Taylor, a SNAP promoveu-o abertamente, definindo-o como um dos “chefes” de sua organização. Não obstante os pedidos, nem Barbara Blaine nem qualquer responsável da SNAP jamais se desculpou ou expressou alguma dor por haver colocado as pessoas seguidas por eles em íntimo contato com um aficionado por imagens pedo-pornográficas e potencial pedófilo, por tê-lo apoiado e celebrado como seu responsável mesmo depois da prisão. Nesta página um elenco de ulteriores acontecimentos controversos ligados à associação anticlerical. 

Quanto ao CCR (Center for Constitutional Rights), foi fundado por radicais de esquerda e comunistas nos anos 60. Em seu passado defendeu os membros da Black Panther, organização terrorista, marxista-leninista-maoísta dos Estados Unidos. Dois de seus fundadores, Kinoy e Kunstler, eram declaradamente pró Fidel Castro, o impiedoso ateu ditador cubano. Muitos definem estes personagens “anti-sionistas até a medula, se não anti-semitas”. O CCR não parece sequer desdenhar os financiamentos do subversivo e anti-sionista George Soros.”

Tradução: OBLATVS

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Imagem é profanada em São Fidélis


A imagem de Nossa Senhora de Lourdes da gruta da Igreja Matriz de São Fidélis/RJ foi profanada por vândalos na madrugada de sábado para Domingo. Quem lançaria tinta e ovos numa estátua da Virgem Maria?

(Foto: http://saofidelisresiste.blogspot.com/)

Falecimento de Mons. Possidente

Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de Exmo. e Revmo. Monsenhor Emanuel José Possidente, Vigário Geral emérito da Administração Apostólica S. J. Maria Vianney e Diretor Espiritual de nosso Seminário. 

Monsenhor José passava uns dias com seus familiares em Volta Redonda, foi internado ontem no Hospital da Unimed, e faleceu hoje pela manhã.

O corpo será trazido para Campos, será velado durante a tarde e à noite no Seminário da Imaculada Conceição, e amanhã às 05:30 da manhã será levado em cortejo para nossa Igreja Principal, onde será celebrada a Santa Missa Pontifical de Requiem por sua Exa. Revma. Dom Fernando Arêas Rifan às 08:00.

Logo após a Santa Missa será feito o sepultamento na Capela da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Cemitério do Caju, em Campos. 

Elevamos ao Coração Misericordioso de Jesus nossas súplicas pelo descanso eterno de nosso muito amado Monsenhor.

Encomendamos sua alma às Mãos Maternais de Nossa Senhora de quem ele sempre se mostrou filho confiante, e apóstolo dedicado.

Campos, 06 de setembro de 2011

Pela Administração Apostólica,

Pe. Gaspar Samuel Coimbra Pelegrini

Fonte:  http://www.adapostolica.org/

sábado, 3 de setembro de 2011

Dom Baldisseri, núncio na Itália?

Confirmou-se hoje o rumor de que o Núncio na Itália, Dom Giuseppe Bertello, seria nomeado Presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano e Presidente do Governo do mesmo Estado. 

A nomeação ganha importância para o Brasil porque há quem preveja que Dom Lourenzo Baldisseri, núncio aqui, seria nomeado para a nunciatura na Itália. Se permanecer no cargo até novembro, serão 9 anos à frente de uma das mais importantes nunciaturas e costumeira credencial para o cardinalato. 

Caso se confirme o boato de sua nomeação para a nunciatura na Itália, é possível que o chapéu vermelho não venha, afinal Dom Lourenzo Baldisseri já é septuagenário.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...