"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quando cardeal, Bento XVI quis investigar um cardeal abusador

O Cardeal Joseph Ratzinger tentou persuadir o Papa João Paulo II a montar uma investigação completa sobre um cardeal que abusou de meninos e jovens monges, revelou ontem uma das figuras mais graduadas da Igreja. Mas os oponentes de Ratzinger no Vaticano conseguiram bloquear a investigação. Como o futuro Bento XVI se expressou na ocasião: “o outro lado ganhou.”

O pervertido cardeal era Hans Hermann Groer, aposentado em 1995 como Arcebispo de Viena, depois das alegações de abusos sexuais. A fonte da história é o sucessor de Groer em Viena, Cardeal Christoph Schoenborn, um intelectual que alguns comentaristas têm etiquetado como um possível futuro Papa.

Uma revelação e tanto, no meu livro – mas ela não se ajusta ao script que os meios de comunicação anti-Bento XVI escreveram, portanto não ouvimos demasiado sobre isto. E mais, suspeito que os antigos conselheiros de João Paulo II preferem não lembrar que aquele Papa não fez o suficiente para restringir os abusos sexuais e seus encobridores. Mais seguro culpar Bento, não?

Eis uma citação de uma reportagem de Philip Pullella da Reuters:

O Cardeal Christoph Schoenborn de Viena disse domingo à televisão austríaca ORF, em defesa do Papa, que Bento XVI quis uma investigação cabal quando o antigo Arcebispo de Viena, Hans Hermann Groer, foi deposto em 1995 pela acusação de abuso sexual de um menino. Mas outros funcionários da Cúria persuadiram o então Papa João Paulo II de que os meios de comunicação haviam exagerado o caso e uma investigação só criaria mais publicidade negativa.

[Ratzinger] disse-me, ‘o outro lado ganhou’,” revelou Schoenborn.

O outro lado. Suspeito que ele se referia à antiga panelinha vaticana à qual o Cardeal Ratzinger jamais se associou, e que não queria que casos de abusos sexuais “manchassem o bom nome da Igreja” (isto é, atrapalhassem seus jantares de “tapinhas nas costas” em suas trattorie favoritas).

E a ironia é que os jornalistas que escreveram artigos preguiçosos e cheios de ódio contra Bento XVI – como este exemplar terrível de India Knight, alguém a quem eu anteriormente admirava – estejam inconscientemente dando proteção às figuras realmente responsáveis tanto no Vaticano quanto nas conferências episcopais.

Groer, culpado até o pescoço, morreu em 2003. Eis uma reportagem da BBC de 1998:

A agência de notícias da Igreja Católica Romana na Áustria diz que o antigo Arcebispo da Viena, Cardeal Hans Hermann Groer, deve partir para o exílio, por causa de acusações de conduta sexual imprópria contra ele.

À reportagem segue uma declaração da Igreja de Viena na qual o Cardeal Groer, 78 anos, pede perdão, mas não admite a culpa.

“Nos últimos três anos, houve muito frequentemente afirmações incorretas a meu respeito. Peço perdão a Deus e às pessoas se eu tiver atraído culpa sobre mim,” diz ele na declaração.

O Cardeal Groer Cardeal aposentou-se como chefe da Igreja Católica Romana na Áustria em 1995, depois da acusação de que tinha abusado sexualmente de um aluno 20 anos antes. Depois da sua renúncia, surgiram novas alegações de que ele molestou sexualmente monges.

As acusações foram ignoradas pela hierarquia da Igreja até há dois meses quando teve início uma investigação papal. A investigação foi ordenada pelo Papa depois da apelação de líderes da igreja para que se resolvesse a situação e restaurasse a credibilidade da Igreja na Áustria.

A declaração é uma resposta ao pedido do Papa para que o Cardeal Groer se desincumba de suas obrigações e está sendo considerada como um sinal de que a investigação encontrou provas contra ele.

O correspondente da BBB em Viena diz que muitos católicos na Áustria estão amargamente divididos por causa da questão e alguns acusaram a Igreja de encobrimento.

A chancelaria do arcebispado de Viena disse que nenhuma nova medida é esperada de Roma. O correspondente diz que isto provavelmente decepcionará ainda mais os muitos católicos que pensam que Hermann Groer não deve mais ser cardeal.

Nenhuma nova medida de Roma. Por quê? Provavelmente porque, segundo o Cardeal Schoenborn – que tem algumas visões esdrúxulas, mas certamente não é mentiroso – o futuro Bento XVI tinha perdido a sua batalha para montar uma investigação adequada contra um Cardeal abusador sexual, em vez de uma reservada e inconclusiva que aparentemente se realizou. Não é de admirar que ele tenha exigido plena autoridade para investigar esses casos e tenha assumido maior responsabilidade sobre eles em 2001.

Ele está enfrentando uma situação terrível, não há dúvida sobre isto; e não há dúvida também ele tenha cometido erros: o fato de que ele tenha sido muito mais vigilante do que outros cardeais não significa que ele foi o bastante.

Mas a história mostrará que foi Bento XVI, não João Paulo II, que iniciou "a purificação" da Igreja para retirar a sua "sujeira" – para usar suas palavras, e as proferiu muito antes que esta crise atual surgisse.

Fonte: Damian Thompson’s blog

Tradução: OBLATVS


sexta-feira, 26 de março de 2010

Dom Filippo acusa PNDH-3

Dom Filippo Santoro, bispo de Petrópolis, de quem fui aluno privilegiado, escreveu um excelente artigo sobre o PNDH-3, cuja leitura recomendo (leia aqui). O artigo não se limita às questões problemáticas relativas à inviolabilidade da vida humana inocente e à natureza da família. Segundo o bispo, “a questão em jogo é principalmente antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade é proposto para o nosso país”.

Os bispos petistas (sic!) se apressaram em elogiar as virtudes do projeto que, segundo lhes parece, estão sendo esquecidas em razão da polarização que se estabeleceu entre governo e religiosos. Como se, uma vez excluídos os pontos polêmicos, o plano pudesse receber o apoio entusiástico dos católicos; não, não pode!

O artigo de Dom Filippo revela a malícia intrínseca do projeto governista. Diz o bispo: “Os aspectos positivos (...) são englobados dentro de um sistema ideológico habilmente plantado por uma minoria que não respeita a visão da vida da grande maioria do povo brasileiro.”

O governo entendeu o recado mandado por seus “títeres infiltrados” e se mostrou disposto a um recuo tático. Retira os pontos que causam dificuldades imediatas, na óbvia expectativa de reapresentá-los num momento mais oportuno. Recua agora para avançar quando houver menos resistência, se ainda houver alguma.

Afirma o bispo: “estamos diante de uma cartilha de estilo radical-socialista, que esta sendo implantada na Venezuela, no Equador e na Bolívia, e que tem em Cuba o seu ponto de referência”, e continua, “trata-se de um projeto reduzido de humanidade destinado a mudar profundamente a nossa sociedade”.

Mas não é isto mesmo que desejam alguns bispos, setores, agências e pastorais da CNBB? Um “novo mundo possível”? Nós católicos não temos lugar neste “mundo novo”. Seríamos, na melhor das hipóteses, tolerados; no mais das vezes, perseguidos.

O evangelho de hoje nos dá a chave hermenêutica para compreendermos a raiz da inimizade eterna entre este “mundo” e o cristianismo: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” (Jo 10, 17).

Este “novo mundo possível” é “velho como o cão”. Ele só admite um cristianismo sem Cristo. Dispõe-se reconhecer as “boas obras” de Jesus, mas rejeita seu senhorio. Neste “novo mundo” sem Deus, estão reservadas as mais terríveis perseguições para os que ousam torná-lo presente.

Os liberais creem que o objetivo final de planos como este é destruir a democracia ocidental. Enganam-se. Ou, o é somente na medida em que possibilita a eliminação da mera lembrança de um “Verbo [que] se fez carne e [que] habitou entre nós” e d’Aquela que O torna presente no tempo presente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Catedrais (XXIII)

Cathedral of the Guardian Angel
Diocese of Las Vegas / Nevada 

Cathedral of Saint Thomas
Diocese of Reno / Nevada 

Cathedral of Saint Joseph
Diocese of Manchester / New Hampshire

Preciosa contribuição da Santa Sé à ciência histórica

Da Secretaria de Imprensa da Santa Sé:

“Textos importantíssimos, até agora só disponíveis em forma impressa, nas bibliotecas, passam a estar acessíveis no site oficial da Santa Sé, www.vatican.va, na Secção "Textos fundamentais".

Trata-se das colecções completas da Acta Sanctae Sedis (ASS) e da Acta Apostolicae Sedis (AAS), ou seja, os textos oficiais da Santa Sé, desde 1865 até 2007, em formato pdf. Para além, a colecção dos 12 volumes dos Actes et Documents du Saint-Siège relatifs à la Seconde Guerre Mondiale, publicados a partir de 1965, por vontade de Paulo VI, preparados por uma equipa especializada de quatro historiadores jesuítas.

Trata-se de uma mina documental de inestimável valor, agora gratuitamente colocada à disposição de todos os estudiosos e das pessoas interessadas. Um grande contributo para a investigação e informação sobre a Santa Sé, sua história e actividade.”

Os textos acham-se neste link e estão majoritariamente em latim, francês e italiano.


A nove meses do Natal



quarta-feira, 24 de março de 2010

Ainda o caso Medjugorje

Medjugorje desperta inúmeras paixões. Entre incondicionais defensores e ferrenhos opositores, movem-se a Santa Sé e a comissão por ela instituída a fim de avaliar a melhor solução para um problema que os anos não foram capazes de solucionar.

Pode-se avaliar a importância que o Papa atribui ao fenômeno pela composição da comissão vaticana. Formada por três cardeais – Ruini, Bozanic e Herranz – e por peritos em teologia, mariologia e psicologia, cabe a ela dar um parecer imparcial sobre a natureza e circunstâncias do fenômeno à Congregação para a Doutrina da Fé.

Compreensivelmente ausente da comissão, o Bispo de Mostar – diocese em que se acha Medjugorje – Dom Ratko Peric está convencido da inautenticidade dos fenômenos. Isto não significa que suas conclusões e reservas não serão levadas em conta. O site Religión en Libertad afirma que, desde setembro passado, decidiu-se pela criação de uma pequena diocese que abrigasse Medjugorje e que a medida só não foi levada a cabo pela oposição de Dom Peric.

A Santa Sé não costuma se pronunciar sobre a autenticidade de revelações particulares recentes ou que ainda estejam em curso. Tudo indica que o papel da comissão seja apenas o de assegurar a ausência de fraude e de embustes diabólicos, deixando o caminho desimpedido para a criação de uma circunscrição eclesiástica para um dos santuários marianos mais visitados da Europa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mons. Bux à agência Zenit

“A reforma da liturgia, termo que deve ser entendido, de acordo com a Constituição litúrgica do Concílio Vaticano II, como instauratio, ou seja, restabelecimento no lugar certo na vida da Igreja, não começa com Bento XVI, mas com a própria história da Igreja, dos apóstolos até o tempo dos mártires, com o Papa Dâmaso a Gregório Magno, de Pio V e Pio X a Pio XII e Paulo VI. A instauratio é contínua, porque há sempre o risco de que a liturgia perca seu pôsto, que é a de ser fonte de vida cristã; a decadência ocorre quando se submete o culto divino ao sentimentalismo e ao ativismo pessoal de clérigos e leigos, que penetrando no culto o transformam em obra humana e entretenimento espetacular: atualmente um de seus sintomas é dado pelos aplausos na igreja, que acompanham indistintamente o batismo de um recém-nascido e a saída de um ataúde em um funeral. Uma liturgia transformada em entretenimento, não precisa de reforma? Isto é o que Bento XVI está fazendo: como emblema de sua obra reformadora permanecerá sendo a restauração da Cruz no centro do altar, a fim de dar a entender que a liturgia é dirigida ao Senhor e não ao homem, mesmo que seja um ministro sagrado.”

Mons. Nicola Bux

sábado, 20 de março de 2010

Cetel faz primeira reunião do ano

Lê-se no site da CNBB:

“A Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel) se reuniu pela primeira vez em 2010, entre os dias 15 e 17, para dar continuidade à revisão final e tradução dos textos litúrgicos do ciclo pascal: textos da Quaresma, da Semana Santa, Tríduo Pascal e do Tempo Pascal.

O material, agora, passa a ser digitado e organizado, para posteriormente ser apresentado aos bispos. Segundo o assessor da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB, padre Carlos Gustavo Haas, logo após a Assembleia será feita uma nova revisão pelos bispos da Comissão e peritos para logo depois uma parte do material ser encaminhada para a primeira aprovação da Santa Sé.

Na Assembleia Geral dos Bispos, que acontecerá no próximo mês de maio, será apresentado um relatório completo de como está sendo realizado o trabalho da Cetel. A próxima reunião do grupo está marcada para o mês de agosto.”

VALHA-NOS, DEUS!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Esclarecimentos do Bispo de Regensburg sobre abusos sexuais e difamação anticatólica

O tema atual: O “abuso sexual” e a sua instrumentalização anticatólica – Infâmia do abuso sexual

1. A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma vergonhosa violação de sua dignidade pessoal. Em perspectiva teológica, trata-se de uma culpa grave, “um pecado que exclui do Reino de Deus” (1 Cor 6, 10). Pela lei do Estado [alemão], o abuso sexual é um crime punível com reclusão de até dez anos.

2. No que diz respeito ao tratamento do réu e de suas vítimas, a competência do Estado e a da Igreja são claramente distintas.

3. Como cidadão de um Estado, o réu está sujeito às normas do direito civil e penal. Por isto, para a averiguação do crime, a fixação e a execução da pena e o controle das medidas condicionais, são responsáveis exclusivamente as respectivas instituições estatais.

4. Se os réus são pessoas que operam a serviço da Igreja (clérigos, religiosos ou leigos), conforme as disposições e imposições judiciais e levando em consideração uma avaliação científico-terapêutica, seja estabelecida a pena eclesiástica. As punições vão de uma severa limitação da atividade pastoral até o afastamento definitivo do serviço eclesiástico.

5. O réu deve à vítima uma manifestação de profundo arrependimento pelas feridas físicas e espirituais que lhe foram infligidas. A isto se acrescenta o cumprimento das imposições judiciais e das penas, bem como o ressarcimento dos danos morais ou os custos de uma terapia.

6. Se o réu estava a serviço da Igreja, as Dioceses ou instituições eclesiásticas competentes ofereçam apoio pastoral e terapêutico mediante comissões criadas especificamente para este fim, mas também em geral através de iniciativas da Caritas e do organismo católico de assistência à juventude que se empenhem ativamente em favor das vítimas de abusos sexuais de todo gênero e procedência.

Campanhas anticatólicas

7. A manchete do SPIEGEL [revista semanal alemã], “Os hipócritas. A Igreja Católica e o sexo”, provocou, como de costume, uma avalanche midiática anticatólica. Lidamos aqui com a instrumentalização de comportamentos sexuais erráticos de indivíduos específicos com propósitos políticos e ideológicos sectários. O único e exclusivo objetivo é apresentar a Igreja e a moral sexual católica no seu conjunto como um “biótopo”, onde o abuso sexual de crianças “deve” necessariamente prosperar. O SPIEGEL se torna culpado pela violação da dignidade humana (cf. Art. 1º da Constituição) [alemã] de todos os sacerdotes e religiosos católicos. Querer atribuir, de maneira absolutamente ilógica e em contraste com os dados estatísticos, a culpa pelo abuso sexual contra menores por parte de indivíduos específicos à moral sexual da Igreja e ao empenho livremente assumido de renunciar ao matrimônio, colocando a própria vida ao serviço do Reino de Deus (cf. Mt 19; 1 Cor 7) através do celibato sacerdotal ou dos votos monásticos, é uma ofensa ao intelecto e à boa fé de qualquer pessoa.

8. Alimentando incessantemente ideias preconceituosas de sabor anticatólico e revelando velhos ressentimentos, deseja-se camuflar a contradição entre a realidade virtual da propaganda midiática e a realidade concreta, que sempre uma mistura de luzes e de sombras (legenda negra). Há o perigo de, entre as pessoas inclinadas a dar crédito às propagandas midiáticas, se consolidar a ideia de que, no fundo, não pode ser de todo falso aquilo que “se lê nos jornais”. O abuso da liberdade de imprensa já não se distingue mais de uma licença à difamação, com a qual, de maneira aparentemente legal, se destroem a honra e a dignidade de todas as pessoas e comunidades religiosas que não se submetem às pretensões totalitárias do neo-ateísmo imperante e à ditadura do relativismo.

9. O próprio “Süddeutsche Zeitung” [jornal alemão] menciona, no contexto das periódicas campanhas midiáticas contra o celibato e a moral sexual católica, o infame discurso proferido em 1937 em Berlim pelo mestre da sedição [Hitler]. Na “Deutschlandhalle” [estádio construído para as Olimpíadas de 1936], diante de 20.000 fanáticos membros do partido [nazista], milhares de sacerdotes e religiosos católicos foram sistematicamente vilipendiados e criminalizados como sujeitos deformados pelo celibato e sexualmente pervertidos. O objetivo era expor o clero católico ao desprezo público. O instrumento usado era o conceito de “responsabilidade coletiva”. Culpado não é o autor (verdadeira ou injustamente acusado) do crime, de nome X, mas todo o clero católico, do qual ele faz parte, ou de fato o “sistema” Igreja Católica.

Background teológico e histórico-espiritual

10.Em tempos de batalhas religiosas e culturais, os cristãos se confiam ao Espírito Santo como “seu advogado e consolador” (Jo 14,26). Ele ajuda a discernir entre os espíritos se eles, de fato, vêm de Deus. Mas o ódio contra a Igreja, entretanto, manifesta a diferença entre os verdadeiros e falsos profetas na Igreja. Porque o Espírito Divino ensinará todas as coisas e recordará aos discípulos tudo aquilo que Jesus lhes dissera: “Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. (...) Pois do mesmo modo seus pais tratavam os profetas. (...) Ai de vós, quando todos vos bendisserem, pois do mesmo modo seus pais tratavam os falsos profetas” (Lc 6, 22-26).

11. O agnosticismo dogmático, relativo ao reconhecimento da auto-revelação divina, invoca constantemente (traindo-se de alguma forma) a razão “fraca”, ou seja, limitada em relação à transcendência. Assim se constitui uma visão do homem confinada a um horizonte imanente e materialista. Nesta conclusão naturalista falaciosa não há lugar para o livre arbítrio, a responsabilidade moral e a consciência pessoal. O homem seria apenas um fantoche entregue às próprias paixões e instintos, que de algum modo são canalizados para torná-los socialmente toleráveis, na tentativa de reduzir ao mínimo os danos. Este postulado cínico exclui uma visão positiva e otimista da corporeidade e sexualidade humanas.

12. Assim é desprezada a grandeza da razão humana, a qual sabe já reconhecer, nas obras da Sua criação, o poder eterno e a divindade de Deus (cf. Rm 1, 20), o qual inscreveu a exigência fundamental de seus magnânimos preceitos na consciência de cada homem (cf. Rm 2, 26). Uma ética radicada na razão é possível e universal. A despeito da argumentação de fraqueza da razão, devemos permanecer otimistas: “Do mesmo modo, também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8, 26), e também da razão fraca do neo-ateísmo e da vontade dos hedonistas. Também para eles vale: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

A sexualidade humana na visão global da antropologia cristã

13. Uma redução do instinto sexual a um processo meramente material e mecânico está em contradição com a visão global do homem como unidade pessoal de espírito, alma e corpo, inserido na comunidade pela qual ele tem responsabilidade. Cada homem pode, com a ajuda do Espírito Divino, conforme sua consciência e em liberdade, destinar-se a si mesmo ao amor pessoal.

14. A moral sexual católica é caracterizada por uma visão global do homem. O ser humano foi criado por Deus como homem e mulher. Por isto o amor pessoal é o momento essencialmente determinante da comunhão corporal e existencial dos cônjuges. O matrimônio do homem com a mulher, fundado na ordem da criação, enquanto matrimônio entre cristãos, participa da união sacramental de Cristo e da Igreja e a representa. Ele é a origem da família, como comunidade de pai e mãe com a sua prole.

15. Uma renúncia ao matrimônio e uma vida de abstinência sexual são possíveis e sustentáveis, se baseada numa livre decisão e se esta forma de vida celibatária a serviço do reino de Deus é assumida como uma vocação carismática. O próprio Jesus dá sua explicação: “Nem todos podem compreendê-lo, mas apenas aqueles aos quais foi concedido. (...) Quem puder compreender, compreenda” (Mt 9, 11ss).

Prof. Dr. Gerhard Ludwig Müller

Bispo de Regensburg

Fonte: Bispado de Regensburg (inglês, francês, italiano)

Tradução: OBLATVS

[NdT] Os textos apresentam algumas poucas diferenças entre si. Preferi cotejá-los para esta minha tradução, embora tenha seguido basicamente o texto italiano.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Carta do Papa aos católicos irlandeses

Uma carta do Papa Bento XVI à Igreja na Irlanda, em resposta ao escândalo de abuso sexual naquele país, será publicada na próxima semana, reportou Irish Central. O Vaticano não confirmou a data da publicação da carta.

Durante seu encontro com bispos irlandeses em Roma no mês passado, o Papa anunciou que planejava escrever uma carta aberta aos católicos da Irlanda. Padre Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa do Vaticano, disse na ocasião que a carta do Papa seria publicada antes do fim da Quaresma.

Fonte: Catholic Culture News

Tradução: OBLATVS

terça-feira, 9 de março de 2010

Mais um bispo espanhol denuncia cumplicidade criminosa do rei da Espanha

Depois da intervenção corajosa do bispo de Alcalá, Dom Reig Plá (reportada pelo Deus lo vult), sobre a assinatura criminosa do rei da Espanha que sancionou a lei abortista dos socialistas espanhóis, Dom José Escolano Gea, emérito de Mondoñedo-Ferrol, veio a público afirmar que “muitíssimos espanhóis, e eu estou com eles, não observarão, nem farão com que seja observada, aconteça o que acontecer, por muito que se empenhe o governo. Não podem obrigar a ninguém cometer um crime. A resposta lógica é a desobediência civil”.

E disse também a respeito da atitude do rei: “se entre as competências do Rei está o fato de uma lei necessitar da sanção real como necessita do voto da maioria dos deputados para que tenha validade, de maneira que se não assinasse ficaria anulada a aprovação do parlamento (...), sua situação do ponto de vista moral é a mesma que a dos legisladores que aprovaram a lei: exclusão da comunhão sacramental até que se arrependa publicamente, já que o pecado foi público”.

O bispo, um tanto ironicamente, aborda o argumento dos que defendem o rei: “Se, pelo contrário, sancionar uma lei com sua assinatura é um ato formal ao qual não pode negar-se, como seria, por exemplo, redigir uma ata notarial da aprovação da lei pelo parlamento, não ficaria privado da comunhão”.

E acrescenta: “Pode ser que tivesse perdido muitas coisas, inclusive, no pior dos casos, a coroa; mas o que é isto se comparado com milhares de vidas que teria podido salvar, além de que poderia granjear o apreço e admiração de milhões de espanhóis que rechaçam esta lei absurda que concede às mães o direito de suprimir a vida dos próprios filhos”.


Novo Site do Seminário de Niterói

Atendemos com satisfação o pedido para a divulgação do site do Seminário de São José da Arquidiocese de Niterói, do nosso querido arcebispo Dom Alano.



segunda-feira, 8 de março de 2010

Fisichella poderá ser removido, sem ser promovido

Em seu blog Settimo Cielo, Sandro Magister antecipa a transferência do arcebispo Dom Rino Fisichella, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, para a Arquidiocese de Siena-Colle di Val d’Elsa-Montalcino.

A última assembleia plenária da Academia, realizada em meados de fevereiro, foi acompanhada de muita tensão. O clima se deveu ao dissenso numa questão que é a própria razão de ser da Academia: a defesa da vida humana inocente.

Alguns dos prestigiados membros da Academia haviam condenado publicamente as posições assumidas por Dom Fisichella em artigo seu, publicado no L’Osservatore Romano em março de 2009, sobre o caso do aborto de gêmeos em Recife. Exigiram a retratação do arcebispo e uma nota de esclarecimento do jornal do Papa. Não tendo sido atendidos pelo prefeito da Doutrina da Fé e pelo Secretário de Estado, levaram a questão ao Papa em pessoa e obtiveram uma nota que, embora diplomaticamente não citasse o arcebispo, reafirmou a Doutrina da Igreja sobre a matéria.

A plenária de fevereiro colocou o presidente e estes mesmos membros da Academia cara a cara. Insatisfeitos com a recusa de Dom Fisichella em retratar-se, pro bono pacis, propuseram um texto a ser apresentado pelo próprio presidente, assinado pelos membros e submetido ao Papa. Dom Fisichella rejeitou-o.

Apresento-lhes uma tradução do texto e, quero crer, vocês irão se perguntar por que cargas d’água o arcebispo-presidente recusou-se a assiná-lo. Orgulho ferido? Ou, o que seria pior, por discordar de seu conteúdo? Segue o texto:

“Nós, o Presidente e Membros da Pontifícia Academia para a Vida, expressamos unanimemente nossa adesão plena e entusiástica aos ensinamentos perenes da Igreja Católica concernentes ao respeito pela vida humana e ao aborto provocado, inclusive o aborto terapêutico, como foram recentemente explicitados na ‘Chiarificazione della Congregazione per la Dottrina della Fede sull’aborto procurato’, de 11 de julho de 2009. Expressamos também nossa profunda gratidão a Sua Santidade o Papa Bento XVI, a Sua Eminência o Cardeal Levada e a seus colaboradores, pela dádiva destes novos esclarecimentos dos antigos e imutáveis ensinamentos da Santa Igreja, cuja luminosa clareza e solene declaração por parte de Sua Santidade o Papa João Paulo II, especialmente em suas Encíclicas ‘Evangelium Vitae’ e ‘Veritatis Splendor’, são reverenciadas por nós como a Magna Carta da Pontifícia Academia para a Vida. Considerando que o Papa João Paulo II invocou solenemente a autoridade de São Pedro para este ensinamento, nós o aceitamos como verdade vinculante.

Ao mesmo tempo, ao final do encontro de nossa Assembleia Geral sobre a lei natural e bioética, chegamos à conclusão de que o mencionado esclarecimento não somente expressa autorizadamente a Doutrina da Igreja que, como tal é reconhecida como vinculante apenas pelos católicos, como também dá ao mesmo tempo uma esplêndida expressão à ‘Lei Natural’ com respeito à bioética em sua pureza, como uma ‘lei moral eterna’ inscrita no coração de toda pessoa humana não obscurecida pela cegueira intelectual e moral. Em outras palavras, nós afirmamos que cada pessoa humana, sobretudo quando ela abre sua mente à verdade por um ‘Epheta’ espiritual, pode conhecer estas coisas e que, portanto, as doutrinas morais católicas expressam verdades, princípios morais, benefícios moralmente relevantes, valores e normas que são acessíveis, em princípio, à razão humana e estão radicados na natureza e dignidade objetivas da vida humana.

Enfim, gostaríamos de tomar este esclarecimento como uma ocasião para renovar nosso solene compromisso e juramento, assumidos quando nos tornamos membros desta Academia, de promover um respeito incondicional, irrestrito e inequívoco pela vida humana durante todos os seus estágios, da concepção à morte natural, e de aderir a todos os ensinamentos da Igreja Católica sobre esta matéria que reconhecemos serem de importância crucial para a Igreja e para toda a humanidade. Assim renovamos nossa promessa de trabalhar apaixonadamente em prol daquela ‘cultura da vida’ que nosso amado e venerável fundador Papa João Paulo II resumiu com as palavras audaciosas do Padre da Igreja Santo Irineu:

HOMO (TOTALITER) VIVENS EST GLORIA DEI, de cuja magnífica continuação não devíamos nos esquecer, ET VITA HOMINIS VISIO DEI EST, a vida verdadeira que cada um de nós espera alcançar e para a qual espera também poder conduzir o próximo.”

Qual das palavras acima Dom Fisichella é incapaz de subscrever?

Obviamente, os corajosos membros da Academia, muitos dos quais leigos, pediram a cabeça do arcebispo. Querem-no fora da presidência por ter rejeitado sistematicamente reparar o escândalo (tomem-no sobretudo em sentido teológico, ou seja, o de induzir outros ao erro) que suas posições suscitaram, lançando na lama a autoridade da Academia a que preside.

Parece que o Papa atendeu aos pedidos dos acadêmicos. Se a informação de Magister vier a se confirmar, Fisichella será em breve transferido para a terra de Santa Catarina. Segundo informa o mesmo vaticanista, Dom Fisichella sonhava com a sé cardinalícia de Turim, e por isto chegou a rejeitar a Arquidiocese de Modena-Nonantola, de 470 mil habitantes. Terá agora de se contentar com a bem menos populosa arquidiocese toscana, de apenas 180 mil habitantes, e dar adeus ao barrete cardinalício. A única coisa que Magister não disse é o que a Santa Sé fará com o atual arcebispo de Siena, Antonio Buoncristiani, de apenas 66 anos.

O Professor Joseph Seifert, membro da Academia para a Vida e também fundador e reitor da Academia Internacional de Filosofia de Liechtenstein, considera Fisichella “incapaz não somente de presidir a Academia para a Vida, como também de assumir uma diocese, ainda mais se cardinalícia, em razão de suas posições morais ‘proporcionalistas’ e ‘consequencialistas’, já condenadas pela encíclica de João Paulo II ‘Veritatis Splendor’, sobre um ponto capital como o aborto”.


sábado, 6 de março de 2010

Irmão do Papa é alvo de campanha difamatória que visa a atingir o Sumo Pontífice

O Jornal da Globo de ontem noticiou os casos de pedofilia em Regensburg e o escândalo envolvendo um funcionário público italiano e um jovem nigeriano. Notícias que, via de regra, já despertam algum interesse. Mas se há algo que pode torná-las ainda mais apelativas, sobretudo numa “chamada”, é associá-las ao Vaticano – e o que teria ainda maior impacto – relacioná-las ao Papa. Foi o que fez o Jornal da Globo. Pouco profissionalismo e muita má-fé.

O funcionário público, Angelo Balducci, está sendo investigado por corrupção. Como objeto de investigações, suas ligações telefônicas vinham sendo monitoradas; numa delas descobriu-se que Balducci usava os serviços de um nigeriano, Thomas Ehiem, para agendar encontros sexuais com jovens rapazes. Balducci é “gentiluomo” do Papa – uma função cerimonial – e consultor de uma Congregação da Cúria e Thomas Ehiem é um leigo que canta num coral do Vaticano. As estripulias sexuais do funcionário público acusado de corrupção e a cafetagem do corista serviram como mero antepasto para a canalhice do prato principal: pedofilia na Alemanha.

O caso de Regensburg é ainda mais escabroso, pois querem envolver indiretamente o próprio Papa no imbróglio. Um caso de pedofilia (acontecido em 1958) e outro ainda não provado (do início dos sessenta) dizem respeito ao coro da catedral, do qual Georg Ratzinger, irmão do Sumo Pontífice, foi diretor (Domkapellmeister) de 1964 a 1993. Se o primeiro sequer aconteceu no tempo em que o coro era dirigido pelo irmão do Papa, o segundo teria ocorrido no alojamento dos rapazes. Ocorre que, na estrutura do coral, o diretor musical não tem relação com o alojamento, o qual tem seu diretor próprio. Um terceiro caso envolve um antigo diretor de alojamento que cometeu abusos dez anos depois de ter abandonado seu cargo no coral.

Repito: incompetência ou má-fé. Tertium non datur!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Papa constitui comissão para Medjugorje

Afirma o jornal Panorama.

“Bento XVI quer clareza sobre as aparições de Nossa Senhora de Medjugorje. Para tanto decidiu constituir uma comissão de investigação, guiada pelo Cardeal Camillo Ruini, junto à Congregação para a Doutrina da Fé.

E os próximos meses prenunciam-se turbulentos para o Santuário da Rainha da Paz, próximo a Mostar (Bósnia e Herzegovina), que já se tornou o terceiro santuário mariano da Europa (mais de 1 milhão de peregrinos e milhares de conversões).”

Pela enésima vez, a imprensa italiana dá espaço ao problemático fenômeno de Medjugorje. E não é para menos, pois numa Europa sempre mais secularizada os números do santuário mariano são espantosos. No passado recente, Medjugorje exerceu um certo fascínio também sobre os brasileiros, que afluíam em grupos ao santuário mariano liderados por algum padre “carismático”. A afluência destes últimos, entretanto, diminuiu consideravelmente.

Pelo que se vê, o Papa Bento não se deixa impressionar por números; a ele importa avaliar a natureza do fenômeno, sobre o qual há muita divergência. E enfim, como há muito se previa, o Papa constituiu uma comissão, presidida por um cardeal de sua confiança, e a situou no seu antigo dicastério. Outras considerações são relativas, quando o que está em jogo é a integridade da Fé.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Filho do Pe. Maciel usa de chantagem para manter vida nababesca

Minhas orações e, se serve para alguma coisa, também minha solidariedade aos Legionários de Cristo e aos membros do Regnum Christi nesta hora de provação. Se não bastassem as acusações que pesam sobre o fundador, são agora objeto de chantagem.

As únicas vítimas no caso Maciel são os adolescentes inocentes que, ao que tudo indica, foram vítimas de assédio e abuso sexual. Custo admitir que as mulheres adultas que se relacionaram com o sacerdote e, de modo semelhante, os filhos que nasceram da relação sejam considerados vítimas. Ainda assim os Legionários têm demonstrado interesse em escutá-los e acompanhá-los pastoralmente. Sabe-se que viveram nababescamente e que, até o momento da morte do padre, não reclamavam passar por algum tipo de sofrimento ou trauma psicológico.

Recentemente soube-se, através de uma carta do Pe. Skertchly a um dos filhos do Pe. Maciel, que este senhor havia pedido 26 milhões de dólares em troca de seu silêncio. E a resposta do padre Skertchly foi: "Não podemos de modo algum ceder ante o pedido de pagar dinheiro em troca de silêncio. Embora consideremos toda a dor e o sofrimento que nos relataste e deploremos o mal que possa seguir-se ao escândalo, não acolheremos jamais pedidos deste gênero, que ademais, são ilícitas". Parabéns aos Legionários.

Raúl González Lara, o filho, está agora fazendo uma turnê pelo México apresentando-se em programas televisivos em troca de dinheiro e expondo a dor (sic!) de sua família.



Beatificação de João Paulo II sofre contratempo

A beatificação do Papa João Paulo II pode demorar um pouco mais do que se esperava. A comissão médica da Congregação para a Causa dos Santos descartou o suposto milagre atribuído à sua intercessão, o da cura de uma religiosa francesa.

As razões que motivaram os médicos são a incerteza do diagnóstico do Parkinson e a possibilidade de cura de algumas formas desta mesma doença. A comissão solicitou, então, ao postulador da causa que escolhesse outro entre os 271 supostos milagres já apresentados e dos quais há volumosa documentação.

Uma "eminente fonte vaticana", porém, afirmou que "não se pode dizer que aquele milagre não seja mais válido, simplesmente porque a Congregação para a Causa dos Santos não o analisou oficialmente".

O contratempo serve, entretanto, para testemunhar a seriedade com que a Igreja trata os supostos milagres e o escrutínio científico ao qual os submete. Deus, a quem nada é impossível, haverá de realizar o milagre exigido como manifestação de Sua vontade.


Workshop sobre a Missa Tradicional em Portugal

A pedido dos amigos portugueses:

Vimos pelo presente pedir se digne anunciar no seu blog e, se julgar conveniente, à sua mailing list o Workshop Sancta Missa a realizar-se em Fátima, no próximo mês de Setembro, sobre a Forma Extraordinária do Rito Romano para o Santo Sacrifício da Missa.

Este é um anúncio antecipado, com vista a obter pré-inscrições, que permitam uma mais eficaz e concertada organização logística.

No web site www.sanctamissaportugal.wordpress.com irão sendo divulgadas informações mais concretas no que concerne aos vários elementos do workshop (desde os temas, a inscrição, o espaço, o alojamento...). Todas as conferências serão traduzidas em português e se houver número que justifique em espanhol.

As pré-inscrições deverão ser efectuadas através da página web já citada, e confirmados para este endereço de e-mail com os dados requeridos. Para eventuais questões ou sugestões estamos disponíveis através destes contactos.

Desde já, agradecemos, penhorados, a sua preciosa colaboração.

Apelamos e confiamos à sua oração este nosso apostolado, que se quer em comunhão profunda com o apelo do nosso amado Pontífice Bento XVI.

In Corde Iesu

A organização de Sancta Missa - Portugal

Você é amigo do Papa?

“Mas você é amigo do Papa? Ele lhe quer bem e continua a pedir sua libertação”.

Eugenio Vagni, funcionário da Cruz Vermelha, sequestrado por 178 dias nas Filipinas, de janeiro a julho de 2009, soube diretamente através de seus sequestradores dos apelos de Bento XVI em seu favor. “Sentir a proximidade do Papa – conta Vagni – me deu coragem naqueles momentos terríveis. Temia que me decapitassem. Hoje vim agradecer-lhe com a minha família”.

Fonte: L'Osservatore Romano – 4 de março de 2010



Rei espanhol assina lei abortista

O Rei da Espanha, Juan Carlos, assinou ontem a lei abortista aprovada pelo Parlamento espanhol e determinou que “todos los españoles, particulares y autoridades, que guarden y hagan guardar esta ley orgánica” (Boletín Oficial del Estado).

Durante o processo de tramitação do projeto de lei, os bispos haviam advertido severamente os parlamentares católicos que qualquer colaboração para sua aprovação seria considerada cumplicidade com o pecado gravíssimo de aborto e que teria como consequência a máxima penalidade canônica.

Aprovada a lei, falta a sanção do rei católico. Diante do fato novo, a conferência dos bispos espanhóis, através de seu secretário-geral, preferiu a acomodação ao profetismo. Aliás, o profetismo dessa gente é aquele que endurece “pero sin perder la ternura jamás”. Os rugidos do rei da selva deram lugares aos miados de um gato diante do Rei da Espanha.

Enquanto não me provem o contrário, conforme determina o Código de Direito Canônico (can 1398), defendo a posição de que Su Majestad el Rey Don Juan Carlos, na condição de batizado na Igreja Católica, incorreu em excomunhão latae sententiae. Tal modalidade de excomunhão não carece da necessidade de uma declaração por parte da Autoridade Eclesiástica, exceto no caso de o rei insistir em publicamente ignorá-la. Ainda assim, em se tratando de um caso exemplar, os bispos deveriam declará-la para sanar o escândalo causado pelo ato do rei.

Programação do Congresso Eucarístico

Encontra-se disponível no site da CNBB a programação do XVI Congresso Eucarístico Nacional (programação).

Estão previstas as Missas de Abertura (13/05 às 19h) e Encerramento (16/05 às 9h30min) na Esplanada dos Ministérios. Além destas, haverá ainda uma Santa Missa de “Solidariedade com os Excluídos”, em especial com os moradores de rua, uma Santa Missa com Primeira Comunhão de Crianças, e uma Santa Missa com os Jovens. Com grande destaque na programação estão também as Missas nos ritos orientais católicos: no Rito Ucraniano (10h) e no Rito Maronita (19h30min) do dia 14/05, e no Rito Armênio (10h) e no Rito Melquita (16h) do dia 15/05 – na Paróquia de Nossa Senhora do Lago. Sem maiores especificações, a programação prevê Santas Missas presididas pelos bispos nas 122 paróquias da arquidiocese de Brasília no dia 14/05 às 19h.

Como não se ressentir da ausência, na programação oficial, de uma Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano? Imagino que haverá algumas, tanto celebradas por Dom Rifan quanto por diversos sacerdotes, mas me refiro a dar destaque àquele que é o rito multissecular da Liturgia Romana, cujos gestos e palavras carregam o patrimônio doutrinal e espiritual da Santa Igreja. Quando li apressadamente que haveria uma Missa com os “excluídos”, pensei que se tratasse de meus amigos frequentadores da Missa tradicional, e só depois percebi que se destina, na verdade, aos moradores de rua. Não sabia que havia tantos moradores de rua em Brasília que enchessem uma Missa, nem que os moradores de rua não pudessem dividir o banco com seus irmãos católicos em outras missas do Congresso.

Entre as demais atividades previstas estão: dois simpósios (teologia e bioética), jornada sacerdotal, adoração eucarística, vigília eucarística, celebração de Laudes, feira e exposição de painéis artísticos.

Quem souber os detalhes sobre os simpósios, com os temas e nomes dos palestrantes, faça o grande favor de me informar, pois não consegui encontrá-los até o momento.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ramo americano da TAC formaliza pedido de Ordinariato

Câmara dos Bispos sobre a Anglicanorum coetibus

Orlando, FL – 13h EST – Bispo George Langberg

Publicado pela Câmara dos Bispos da Igreja Anglicana na América, Comunhão Anglicana Tradicional, 3 de março de 2010

Nós, a Câmara dos Bispos da Igreja Anglicana na América da Comunhão Anglicana Tradicional reunimo-nos em Orlando, Flórida, juntamente com nosso Primaz, com o Reverendo Pe. Christopher Phillips da Paróquia Our Lady of the Atonement de Uso Anglicano (San Antonio, Texas) e outros.

Neste encontro, tomou-se a decisão de solicitar formalmente a implementação das provisões da Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus nos Estados Unidos da América por parte da Congregação para a Doutrina da Fé.

Tradução: OBLATVS
***
Curiosamente, dias depois da publicação da Anglicanorum coetibus, muitos afiançavam que os americanos não seguiriam seus pares australianos. Vê-se que alguns "profetas" tendem a forçar a mão em suas "profecias" a fim de que estas correspondam a seus anseios.
Deus seja louvado!

Dom Aloísio Oppermann: "clérigos ingênuos" têm responsabilidade pelo PNDH-3

Acha-se no site da CNBB um texto de Dom Aloísio Roque Oppermann, arcebispo de Uberaba, sob o título A Criatura contra seu Criador.

São dois parágrafos que não chegam a ser propriamente um artigo, mas um conjunto de afirmações contundentes, em que o arcebispo gaúcho não poupa sequer seus colegas bispos "cnbbistas", aos quais denomina "clérigos ingênuos". Você e eu podemos discordar do otimismo de Dom Aloísio em enxergar ingenuidade em certos clérigos, mas não deixa de ser prazeroso vê-los denunciados no site da CNBB.

Na mesma seção de artigos, ao lado do texto de Dom Aloísio, acham-se outros que são a expressão inequívoca da importância e oportunidade da denúncia feita pelo Arcebispo de Uberaba, denúncia, aliás, que o mesmo vem fazendo reiteradamente. A "criatura", segundo o arcebispo, é um "grande partido político", "cátaro", cuja vocação é a "redenção nacional". O "criador" ou "criadores" são bem-intencionados (sic!) cristãos que realizaram um "conúbio", nada casto, entre sua fé e a ideologia socialista, comunista, marxista ou o diabo que as valha.

Enquanto os "ingênuos" dominarem o cenário eclesial brasileiro, ao menos no que diz respeito aos cargos de direção e aos palcos midiáticos, assistiremos à adulteração da fé cristã e à escandalosa promoção daquilo que é sua antípoda.

terça-feira, 2 de março de 2010

Catedrais (XXII)

Cathedral of Saint Ann
Diocese of Great Falls-Billings
Great Falls / Montana 

Co-Cathedral of Saint Patrick
Diocese of Great Falls-Billings
Billings / Montana 

Cathedral of Saint Helena
Diocese of Helena / Montana 

Cathedral of the Nativity of the Blessed Virgin Mary
Diocese of Grand Island / Nebraska 

Cathedral of the Risen Lord
Diocese of Lincoln / Nebraska 

Carthedral of Saint Cecilia
Archdiocese of Omaha / Nebraska

Exorcistas dão descanso às legiões e polemizam entre si









Amorth Fortea


Dois exorcistas, ambos respeitáveis em seu ofício, divergiram publicamente nos últimos dias. O italiano Gabriele Amorth afirmou categoricamente haver satanistas no Vaticano, inclusive entre os próprios cardeais.

O padre José Antonio Fortea, exorcista espanhol, entende que acusações desta gravidade devem ser provadas, pois "afetam a honorabilidade daqueles que tomam parte na Cabeça da Igreja enquanto ajudam ao Supremo Pastor."

Parece-me que ambos têm boas razões: um para afirmar algo tão terrível, outro para exigir provas.

Leia as matérias:


segunda-feira, 1 de março de 2010

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