"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vaticanistas adoram consistórios, e nós não menos

Dois reputados jornalistas, Galeazzi e Tornielli, lançaram os primeiros rumores sobre um próximo consistório para a criação de cardeais com uma antecedência de nove meses. Segundo os vaticanistas, o Papa Bento XVI deverá criar cerca de 24 novos cardeais em novembro deste ano.

Alguns nomes não constituem qualquer novidade; são os responsáveis pelos principais organismos da Cúria Romana e os arcebispos das Sés tradicionalmente consideradas cardinalícias. Entre os da Cúria seriam nove: Amato (Causa dos Santos), De Paolis (Ecônomo da Santa Sé), Baldelli (Penitenciário-Mor), Burke (Signatura Apostólica) e os novos prefeitos das congregações dos bispos, clero, religiosos e evangelização, e ainda o presidente do conselho para a unidade dos cristãos; a estes se acrescentam outros dois italianos: Sardi (Ordem de Malta), Monterisi (Arcipreste da Basílica de São Paulo). Especula-se também a criação cardinalícia de mais cinco bispos curiais: Coccopalmerio (Textos Legislativos), Ravasi (Cultura), Veglió (Migrantes), Celli (Comunicações Sociais) e Zimowski (Operadores de Saúde). Seriam 16 os cardeais de cúria, o que me parece um número elevado em relação ao total - considerando a melhor hipótese de 24 cardeais, um número que faria o número de cardeais eleitores ultrapassar durante dois meses o máximo estabelecido de 120.

Na lista dos vaticanistas estão ainda onze arcebispos residenciais: Romeo (Palermo); Betori (Firenze); Marx (München); Nycz (Varsóvia); Collins (Toronto); Rodríguez Plaza (Toledo); Dom João Bráz de Aviz (Brasília); Okada (Tóquio); Lwanga (Kampala); Pasinya (Kinshasa); e Dom Ranjith (Colombo). Com os curiais já teríamos 27 novos cardeais.

Não é impossível, mas bastante improvável que os próximos nomes dados por Tornielli sejam elevados ao cardinalato: Fanizzi de Montevideo, seus três imediatos antecessores não foram criados cardeais (o último foi criado em 1958); Verga de Assunção, que nunca teve um cardeal; Dom Walmor de Belo Horizonte, cujo último arcebispo foi cardeal; Dom José Aparecido Tosi Marques de Fortaleza, que só teve um cardeal; Maung Bo de Yangon, que jamais teve um cardeal; Bakot de Yaoundé, que também jamais teve um cardeal; e Twal, patriarca latino de Jerusalém.

Mas ambos cometem um erro primário quando listam os seguintes arcebispos entre os próximos prováveis cardeais: o próximo arcebispo de Turim; Dolan de New York; Dom Orani do Rio de Janeiro; Pelegrina de Sevilha; Nichols de Westminster; Léonard de Bruxelas; e Duka de Praga. Estes não serão criados cardeais por uma razão muito simples: os arcebispos eméritos destas sedes ainda não terão completado 80 anos em 2010, sendo, portanto, eleitores num possível conclave. Uma regra não escrita exclui a possibilidade de dois eleitores de uma mesma sé.

Não foram mencionados os bispos ou sacerdotes, que já ultrapassaram os 80 anos, e que poderão ser criados cardeais a título de reconhecimento de sua importância para a Igreja universal.

Rei espanhol poderá ser excomungado

Acabo de ler a declaração do bispo Juan Antonio Martinez Camino, secretário-geral da conferência dos bispos da Espanha, sobre a situação do Rei Juan Carlos em relação à lei abortista aprovada pelo Parlamento daquele país.

Segundo o bispo, o monarca não incorrerá em qualquer pena canônica caso assine a nova lei. O bispo destacou que o papel do rei espanhol é peculiar - a ele cabe assinar as leis aprovadas pelo legislativo - e que, portanto, sua situação não deve ser comparada à dos parlamentares. A conferência dos bispos advertira os parlamentares católicos que se votassem a favor do projeto abortista do governo socialista espanhol estariam se colocando fora da comunhão eclesial, o que em bom e velho português se chama excomunhão.

Isto é o que diz o secretário-geral da conferência, mas como eu aprendi a desconfiar de secretários-gerais de conferências episcopais, prefiro ouvir outras opiniões a fim de formar meu juízo; ou, quem sabe, a Suprema Autoridade nos dê o juízo definitivo sobre esta e outras questões análogas.

Desde já, entretanto, meu juízo provisório é que o rei incorreria em excomunhão "latae sententiae" caso assinasse a lei. Seria lamentável se, no Código de Direito Canônico, houvesse uma lacuna que deixasse passar impune um ato de tamanha gravidade, perpetrado pela máxima instância de um Estado.

O tal bispo já saiu em defesa do rei, antes mesmo que este assinasse a maldita lei. Para o bispo, a lei geral não se aplica ao rei pois somente ele enfrenta uma situação como esta; na sua lógica, por ser um caso único, não compartilhado pelos demais cidadãos, o rei estaria fora do alcance da lei canônica.

Difícil entender a lógica do bispo. Imaginemos que o parlamento espanhol determinasse por lei a execução de dez mil argentinos inocentes, sem que lhes fosse dada a mínima condição de se defenderem. Estou certo de que o bispo se sentiria no dever de brandir a bula de excomunhão contra aqueles parlamentares católicos que votassem a favor de uma lei tão iníqua, mesmo em se tratando de argentinos. O que diria o bispo se o rei assinasse tal lei? Diria o bispo que o rei está constitucionalmente fadado a assinar uma lei mesmo que sua consciência repute como perversa e, portanto, que el'rey de España é inimputável?

Imagino que Juan Carlos não assinaria uma lei que determinasse a execução de argentinos inocentes; penso que preferiria abdicar a manchar suas mãos de sangue inocente; creio que sua consciência não o permitiria.

O mesmo não deveria se dar no caso do aborto? Onde está a culpa das crianças inocentes? Em que um assassinato difere do outro? Se o rei assina a lei do aborto e rejeita a lei de execução dos argentinos é porque sua consciência distingue entre os dois crimes, tornando-o cúmplice do primeiro.

No meu entendimento, se o rei da Espanha assina a lei está excomungado!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Catedrais (XXI)

Cathedral of the Nativity of the Blessed Virgin Mary
Diocese of Biloxi / Mississipi

Cathedral of Saint Peter the Apostle
Diocese of Jackson / Mississipi 

Cathedral of the Immaculate Conception
Diocese of Kansas City-Saint Joseph
Kansas City / Missouri 

Co-Cathedral of Saint Joseph
Diocese of Kansas City-Saint Joseph
Saint Joseph / Missouri 

Cathedral of Saint Joseph
Diocese of Jefferson City / Missouri 

Cathedral of Saint Agnes
Diocese of Springfield-Cape Girardeau
Springfield / Missouri 

Co-Cathedral of Saint Mary
Diocese of Springfield-Cape Girardeau
Cape Girardeau / Missouri 

Cathedral Basilica of Saint Louis
Archdiocese of Saint Louis / Missouri 

Co-Cathedral of Saint Raymond, Saint Louis / Missouri
Eparchy of Our Lady of Los Angeles 
Maronite Catholic Church

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Prefeito solicita universalização da Festa de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Cañizares, encaminhará ao Santo Padre o pedido para que insira no calendário universal da Igreja a Festa de Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote. A festividade é celebrada na primeira quinta-feira após Pentecostes que, em 2010, ocorre em 27 de maio. O corrente Ano Sacerdotal pareceu ao Prefeito do Culto Divino a ocasião propícia à universalização desta celebração litúrgica.

Na verdade, é provável que o pedido já tenha sido feito e que tenha sido bem recebido pelo Santo Padre. Se não me equivoco, nos próximos dias teremos o solene anúncio da decisão pontifícia e a exposição de razões bíblicas, teológicas, litúrgicas e pastoraais que justificam a oportunidade de sua inclusão no calendário universal da Igreja.

Faço votos que esta iniciativa do Cardeal Cañizares seja coroada de êxitos.

Corte de Estrasburgo não pode exigir remoção de crucifixos das escolas italianas

O Conselho da União Europeia (representante dos governos dos Estados-membros) afirmou que a Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, não tem competência sobre assuntos relacionados às tradições e culturas nacionais, de modo que não podem proibir que se coloquem crucifixos nas escolas da Itália.

Uma pequena, mas significativa, reação ao laicismo que corrói o Ocidente, sobretudo a Europa. Iniciativas semelhantes já avançavam na outrora católica Espanha, onde se exigia – tendo por base a decisão da corte de Estrasburgo – a retirada dos símbolos religiosos de monumentos públicos.

Leia mais em Religión en libertad.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Quaresma na tradição bizantina

Para não tornar inútil o jejum
de Manuel Nin

“Jejuando de alimentos, ó minha alma, sem que te purifiques das paixões, em vão te alegras pela abstinência, porque se esta não se torna para ti ocasião de correção, como mentirosa, tendes ódio a Deus e te tornas semelhante aos pérfidos demônios que jamais se alimentam. Não tornais, pois, inútil o jejum, pecando, mas permanecei firme sob os impulsos desregrados, considerando que estás junto do Salvador crucificado, ou melhor, estás crucificada junto d’Aquele que por ti foi crucificado, gritando-lhe: recorda de mim, Senhor, quando vieres no teu reino”. Este tropário da terceira semana da pré-quaresma na tradição bizantina resume de modo incisivo o que é o período quaresmal de cada uma das tradições cristãs: o jejum e a abstinência são vãos se não correspondem a uma verdadeira conversão do coração.

Na tradição bizantina, o período de dez semanas que precede a Páscoa é chamado “Triodion” – nome que indica as três odes bíblicas cantadas no ofício da manhã – e compreende a pré-quaresma e a quaresma. O período pré-quaresmal é comum a todas as tradições litúrgicas cristãs, do “Triodion” bizantino, ao “Jejum dos ninivitas” siríaco, ao “Jejum de Jonas” dos coptas, à “Septuagésima” na antiga tradição latina. A quaresma bizantina propriamente dita compreende quarenta dias – da segunda-feira da primeira semana à sexta-feira antes do Domingo de Ramos – e desenvolve as semanas de segunda-feira a domingo, apresentando o caminho semanal em direção ao domingo, como modelo da própria quaresma em direção à Páscoa. Faz ainda uma clara distinção entre o sábado e o domingo e os outros dias: nos primeiros se celebra a Divina Liturgia (aos domingos com a Anáfora de São Basílio, aos sábados com a de São João Crisóstomo), enquanto nos dias de semana celebra somente o ofício das horas, com o acréscimo durante as vésperas de quarta-feira e sexta-feira da Liturgia dos Pré-santificados, isto é a comunhão com o Corpo e o Sangue do Senhor consagrados no domingo precedente.

A quaresma bizantina é um período muito rico na escolha dos textos bíblicos: salmos, leituras; na hinografia e nas leituras dos padres. Os textos hinográficos se concentram sobretudo no tema da alma humana, dominada pelo pecado, que encontra, por meio da quaresma, a possibilidade de salvação. Nos quatro domingos da pré-quaresma encontramos os grandes temas que marcam o percurso quaresmal: a humildade (domingo do publicano e do fariseu); o retorno a Deus misericordioso (domingo do filho pródigo); o juízo final (domingo de carnaval), o perdão (domingo dos laticínios). Neste último domingo, comemora-se a expulsão de Adão do paraíso: Adão, criado por Deus para viver em comunhão com Ele no paraíso, é dele expulso por causa do pecado, mas na quaresma começa o caminho de retorno que culminará quando o próprio Cristo, no mistério pascal, desce aos infernos e lhe dá sua mão para arrancá-lo da morte e reconduzi-lo ao paraíso, que é quase personificado na oração da Igreja. No final da véspera do quarto domingo se celebra o rito de perdão com o qual se inicia a quaresma.

A quaresma dura quarenta dias, com cinco domingos. Em cada um deles vemos um duplo aspecto: de uma parte as leituras bíblicas que preparam para o batismo, de outra os aspectos históricos ou hagiográficos. No domingo da ortodoxia, a vocação de Felipe e Natanael é modelo da vocação de todo ser humano e se celebra o triunfo da ortodoxia sobre o iconoclasmo e o restabelecimento da veneração dos ícones. No domingo de São Gregório Palamas se recorda a fé do paralítico curado por Cristo. O domingo da exaltação da santa Cruz é dedicado à veneração da Cruz vitoriosa de Cristo, levada solenemente ao centro da Igreja e venerada pelos fiéis durante toda a semana como sinal de vitória e de alegria, não de sofrimento. No domingo de São João Clímaco, modelo de ascese, celebra-se a cura do endemoninhado, e no de Santa Maria Egípcia, modelo de arrependimento, o anúncio da ressurreição. No sábado da quinta semana se canta o hino “Akathistos”, ofício dedicado à Mãe de Deus.

A sexta e última semana da quaresma, chamada de Ramos, tem como centro a figura de Lázaro, o amigo do Senhor, desde o momento da doença até a morte e à sua ressurreição. Os textos litúrgicos nos aproximam daquilo que se manifestará plenamente nos dias da Semana Santa, isto é, a filantropia de Deus manifestada em Cristo, o seu amor real e concreto pelo homem. Toda a semana se enquadra na contemplação do encontro, já próximo, entre Jesus e a morte, a do amigo em primeiro lugar, e sua própria na semana seguinte. Os textos litúrgicos visam a nos envolver neste caminho de Jesus em direção a Betânia, em direção a Jerusalém. Na liturgia bizantina jamais somos expectadores, mas sempre participantes e concelebrantes, presentes na liturgia e no evento de salvação que a liturgia celebra. Com as vésperas do sábado de Lázaro se conclui o período quaresmal.

Ao longo de toda a quaresma, a tradição bizantina recita, ao final de todas as horas do ofício, a oração atribuída a Santo Efrém, o Sírio, que resume o caminho de conversão de todo cristão: “Senhor e soberano de minha vida, que não me dês um espírito de preguiça, de indolência, de soberba, de vanglória. Dá-me, a mim teu servidor, um espírito de sabedoria, de humildade, de paciência e de amor. Sim, Senhor e rei, dá-me enxergar os meus pecados e não condenar o meu irmão, a fim de que sejas bendito pelos séculos”.

(©L'Osservatore Romano - 25 de fevereiro de 2009)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Diplomacia prevalece no caso Fisichella

Uns poucos membros da Pontifícia Academia para a Vida publicaram uma declaração ao fim de sua assembleia sobre a escandalosa posição de seu presidente, Dom Fisichella, no caso do aborto dos gêmeos brasileiros, sua contumácia – claramente manifestada em seu discurso inaugural da dita assembleia – e a falsa impressão causada pela “decisão política” de não contestar abertamente suas posições naquela mesma assembleia. O próprio Fisichella se valeu do esclarecimento mandado publicar pela Congregação para a Doutrina da Fé, cujo texto diplomaticamente o absolvia, para sentir-se justificado. Saberá também se valer do silêncio dos acadêmicos para se sustentar algum tempo mais como presidente da Academia.

Para que não restem dúvidas sobre suas convicções, cinco acadêmicos publicaram uma declaração que pode ser encontrada no Fratres in unum.

Ninguém duvida que sairá, mas somente num momento em que sua saída não seja relacionada ao Recifegate. Aliás, apenas sua saída não repararia o escândalo. Seu chefe, cardeal Bertone, é igualmente responsável pelo artigo do L’Osservatore. Mas infelizmente o Papa parece pretender mantê-lo mais tempo como Secretário de Estado.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quando o dinheiro está a serviço da vida

A diocese de Linz, na Áustria, protagonizou o ridículo espetáculo de resistir à nomeação pontifícia de um bispo auxiliar conhecido por sua ortodoxia teológica. O bispo-eleito renunciou antes mesmo de sua sagração e a diocese segue sem um bispo católico, restando-lhe apenas o diocesano.

Em 2006, o porta-voz desta mesma diocese, Ferdinand Kaineder, foi o responsável pela distribuição de um CD a cerca de 150 mil jovens com informações sobre anticoncepcionais e endereços de sites que promovem o aborto.

Somente três anos depois, um grupo de fiéis obteve o afastamento do porta-voz abortista. O bispo Schwarz resistia a todos os argumentos, até que cerca de 350 fiéis persistentes apresentaram-lhe um argumento irrefutável.

Os fiéis decidiram não enviar à diocese suas contribuições enquanto o porta-voz não fosse demitido. Neste ínterim, o dinheiro seria depositado numa conta-corrente. Com o passar dos anos, o montante foi se tornando mais convincente e o bispo concordou com o afastamento de Kaineder.

A bem-sucedida operação foi concluída em julho de 2009, embora somente agora os detalhes tenham vindo a lume.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Boas e más notícias do mundo anglicano

Da Austrália nos chega a notícia de que alguns anglicanos - membros do Forward in Faith (organização de anglicanos tradicionais) – decidiram, em encontro especialmente convocado para tal fim, se juntar aos membros da TAC (Comunhão Anglicana Tradicional) e da ACA (Igreja Anglicana da Austrália) para a formação de um grupo de trabalho a fim de estabelecer um Ordinariato na Austrália, sob a coordenação do Bispo Peter Elliott, delegado ad hoc da conferência dos bispos católicos.

Enquanto isto, da Inglaterra nos vem a confirmação de que alguns bispos católicos daquelas ilhas estão causando dificuldades ao estabelecimento de um ordinariato local para receber os anglicanos. A publicação de um e-mail do Bispo anglicano Andrew Burnham ao Bispo católico australiano dá conta da dificuldade encontrada por ele e pelos anglicanos desejosos de acolher a oferta do Sumo Pontífice e das manobras “um pouco semelhantes à espionagem elisabetana” das quais se utiliza em seus contatos com a Congregação para a Doutrina da Fé a fim de neutralizar as ações desta facção do episcopado inglês.

Bem se vê que o novo arcebispo de Westminster ganhou a Sé, mas ainda não levou. As lealdades de considerável parcela do episcopado inglês parecem dedicadas a seu imediato predecessor.

Papa se encontra com hierarquia irlandesa para tratar de abusos a menores

“O Santo Padre também apontou para a crise de fé mais generalizada que afeta a Igreja e a relacionou àquela falta de respeito pela pessoa humana e como o enfraquecimento da fé tem sido um significante fator de contribuição para o fenômeno do abuso sexual de menores”.

Não são as exatas palavras do Santo Padre, mas a tradução das mesmas feitas pela sua assessoria de imprensa. Imagino que o Santo Padre tenha sido bem mais eloquente e convincente no seu encontro com os bispos irlandeses e alguns prelados da Cúria Romana. Ainda assim dizem muito.

Há uma crise de fé, já não é possível negá-la. O tempo de um fátuo otimismo passou e é chegada a hora de enfrentar as causas, os instrumentos, as categorias mentais, a linguagem e os responsáveis por esta crise, aliás, tudo sobejamente conhecido.

Tal crise de fé afeta as relações humanas, na medida em que se enfraquece a relação com Deus. Se já não se respeita o Altíssimo, não se deve esperar respeito pela pessoa humana.

Entre outras consequências, o Papa lista o abuso sexual contra menores.

Em poucas palavras, uma análise do mundo em que vivemos que o Santo Padre já fizera anteriormente com muita riqueza de detalhes.

Mensagem do Papa para a Jornada pelas Vocações

Publicada na página da Santa Sé a mensagem do Santo Padre pela 47ª jornada mundial de oração pelas vocações.

A jornada é celebrada no IV Domingo de Páscoa, “do Bom Pastor”, que neste ano ocorre em 25 de abril.


Lembra-te, ó homem, que és pó, e que em pó te hás de tornar

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tenso clima entre presidente e membros da Academia para a Vida

Religión en Libertad traz um artigo de Sandro Magister sobre a próxima reunião da Pontifícia Academia para a Vida, nos dias 11, 12 e 13 deste mês. O site espanhol prevê um clima tormentoso, dada a indisposição de muitos membros da Academia com relação a seu presidente, o arcebispo Dom Rino Fisichella. Entre os mais destacados opositores de Fisichella está o sacerdote belga Dr. Michel Schooyans.

Os leitores de OBLATVS haverão de se recordar do malfado artigo de Fisichella no L’Osservatore Romano sobre o caso do aborto dos gêmeos em Recife. Mons. Schooyans escreveu na ocasião um artigo em que desmontava os argumentos chinfrins de Fisichella e defendia o arcebispo brasileiro Dom José Cardoso Sobrinho.

Dos 46 membros da Academia, 27 firmaram uma carta a Dom Rino Fisichella pedindo-lhe que se retratasse, pedido rechaçado por Fisichella em carta-resposta. Diante da recusa os signatários se dirigiram à Congregação para a Doutrina da Fé e dela receberam a confirmação de que o artigo havia sido aprovado pelo Secretário de Estado. E como não receberam deste último garantias de esclarecimento, alguns deles levaram a questão ao Papa.

Pouco depois, o Papa mandou publicar o esclarecimento em que as teses de Fisichella-Bertone são condenadas, não obstante a imagem pública de ambos tenha sido diplomaticamente protegida.

Estarão agora cara a cara Fisichella e seus colegas acadêmicos, muitos dos quais o desejam fora da Academia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Catedrais (XX)

Cathedral of Saint Paul
Archdiocese of Saint Paul and Minneapolis
Saint Paul / Minnesota

Co-Cthedral Basilica of Saint Mary
Archdiocese of Saint Paul and Minneapolis 
Minneapolis / Minnesota 

Cathedral of the Immaculate Conception
Diocese of Crookston / Minnesota 

Cathedral of Our Lady of Rosary
Diocese of Duluth / Minnesota 

Cathedral of the Holy Trinity
Diocese of Duluth / Minnesota 

Cathedral of Saint Mary
Diocese of Saint Cloud / Minnesota 

Cathedral of the Sacred Heart
Diocese of Winona / Minnesota
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