O site Pontifex publicou um extrato do livro “O Talmude desmascarado” do Rev. I. B. Pranaitis. O capítulo examina os nomes que o Talmude usa para os cristãos, a maneira como os descreve e o que afirma sobre o culto religioso dos cristãos.
O Talmude é um compêndio de discussões rabínicas e tem importância capital para o judaísmo, situando-se pouco abaixo da Tanaka (Bíblia hebraica).
Destaco algumas informações do artigo, que pode ser lido na íntegra aqui (em italiano). Não pretendo alimentar polêmicas ou estimular ressentimentos, afinal há entre cristãos e judeus uma familiaridade espiritual. Entretanto, na condição de documento histórico, o Talmude é uma das fontes essenciais para quem deseja compreender a complexidade das relações judaico-cristãs.
Depois dos trágicos acontecimentos do século XX, em que foram vítimas milhões de inocentes, inclusive judeus, o debate histórico foi contaminado pelo tabu. Toda e qualquer restrição que se faça aos judeus ou ao Estado de Israel é marcado pela pecha de antissemitismo. Há pouco espaço para a discussão franca e desapaixonada, não se ouvem os argumentos, não se admitem críticas. Tudo se exige em favor dos judeus e nada se pede aos judeus!
Os cristãos são acusados por alguns de ideólogos do antissemitismo avant la lettre; são desconsideradas as intervenções decisivas de cristãos para a salvação de milhares de judeus; as medidas sábias e corajosas de Pio XII em favor dos judeus, reconhecidas por destacados membros daquele povo, são hoje objeto da mais absurda negação; o santo pontífice é caluniado no Museu do Holocausto; nenhuma declaração, por mais inequívoca, dos pontífices é suficiente para acalmar os ânimos dos grupos de pressão judaicos; e se chegou ao cúmulo de exigir dos cristãos que renunciem ao seu dever de converter os judeus ao Evangelho ou, sequer, rezar pela sua conversão.
As informações abaixo, extraídas do Talmude, mostram o outro lado da moeda.
Artigo I – nome dado aos cristãos no Talmude.
Os cristãos são também chamados com os nomes usados no Talmude para indicar todos os não hebreus: Abhodah Zarah, Akhum, Obhde Elilim, Minim, Edom, Goim, Nokhrim, Amme Haarets, Basar Vedam; Apikorosim, Kuthrim.
1. Abhodah Zarah – culto estranho, idolatria. Também o douto Maimônides demonstra claramente que os hebreus consideram os cristãos Abhodah Zarah. No Perusch (78c) se lê: “E se saiba que os cristãos que seguem Jesus, se bem que seus ensinamentos sejam diversos, são todos adoradores de ídolos (Abhodah Zarah)”.
2. Akhum – adoradores de estrelas e planetas. Foi assim que os hebreus no princípio descreveram os gentios que estavam privados do conhecimento do verdadeiro Deus. Ora, a palavra Akhum nos livros dos hebreus, especialmente no Schulkhan Arukh, se aplica aos cristãos.
3. Obhde Elilim – servos dos ídolos.
4. Minim – hereges. Assim em Schabbath (116a) se lê: “O rabino Meir chama os livros dos Minin volumes iníquos porque os chamam Evangelhos”.
5. Edom - Edomitas. O rabino Aben Ezra, quando fala do Imperador Constantino que mudou de religião: “Roma por causa disto se chama Reino dos Edomitas”. E o rabino Abarbinel, no seu trabalho Maschima Ieschua (36d) diz: "Os nazarenos são romanos, os filhos de Edom.”.
6. Goim – raça ou povo. É um fato conhecido que na língua hebraica, os hebreus chamam os cristãos que habitam entre eles, Goim. O nome Goim se usa em sentido difamatório.
7. Nokhrim – estrangeiros, forasteiros.
8. Amme Haarets – gente da terra, incultos, idólatras.
9. Basar Vedam – carne e sangue. Homens carnais destinados à perdição e que não podem entrar em comunhão com Deus.
10. Apikorosim – Epicureus. São chamados com este nome todos aqueles que não observam os preceitos de Deus.
11. Kuthim – Samaritanos.
Artigo II – o que o Talmude ensina sobre os cristãos.
Diz que são: idólatras, o pior tipo de pessoa, muito piores que os turcos, assassinos, fornicadores, animais impuros, imundos, indignos de serem chamados homens, bestas em forma humana, dignos do nome de bestas, asnos, cães, piores que os cães, que se reproduzem a maneira de animais, que são de origem diabólica, que sua alma vem do diabo e que depois da morte retornarão ao diabo no inferno, e que, por fim, o corpo de um cristão morto não é melhor que o de um animal.
Artigo III – sobre o culto e os ritos cristãos.
Todas as formas de culto dos cristãos pertencem à idolatria. Os sacerdotes são chamados sacerdotes de Baal; os seus templos são chamados igrejas de falsidade e idolatria, e tudo aquilo que contêm, como os cálices, as estátuas e os livros são considerados objetos fabricados para o culto dos ídolos; as suas orações, públicas ou privadas, são pecaminosas e ofendem a Deus; e as suas festas são chamadas dias da perversidade.
Carlo Maria di Pietro (Webmaster e Promoter da M.S.M.A.)