O site da CNBB continua divulgando declarações cretinas a respeito da situação política em Honduras, a despeito da inequívoca posição tomada pelos bispos daquele país (leia aqui, em espanhol).
Antes dera destaque às palavras inoportunas e infelizes de dois bispos, agora publicou uma nota do Conselho de Leigos do Sul 1. Se os responsáveis pelo site da CNBB o fazem com a conivência da presidência da CNBB, devemos supor que falta à mesma coragem para publicar uma nota em seu nome.
Pergunto se a presidência da CNBB, através de seus assessores, se preocupou em fazer contato com sua congênere hondurenha. Na verdade, o expediente nem mesmo seria necessário uma vez que o Cardeal Maradiaga já tornou públicas as conclusões a que chegaram os bispos de Honduras. Por que não encontro no site da CNBB as declarações do cardeal? Por que insistem na versão chavista, esta sim golpista, dos eventos de 28 de junho?
Não se trata de uma notícia isolada.
Talvez seja chegada a hora da maioria silenciosa dos bispos do Brasil levar mais a sério as eleições na CNBB e a escolha dos assessores. O que responderiam nossos cardeais brasileiros ao seu colega de Tegucigalpa caso lhes telefonasse e lhes pedisse que explicassem o inexplicável?
3 comentários:
Vejo com grande alegria a posição clara e direta da Conferência Hondurenha. Bem diferente da ambiguidade da CNBB em questões que se devem condenar regimes chavistas.
Entristece-me a posição da CNBB mas em nada surpreende. Por outro lado, mostra que há Bispos de fibra em outros países latino -americanos.
Infelizmente acho que não viverei pra ver a CNBB "tomada" por Bispos retos na fé.
Interessante é que o Brasil possui excelentes sacerdotes, mas a CNBB parece não mudar.
ALlan,
Também há excelentes bispos. O problema é que os antigos têm o domínio da máquina, especialmente o controle da burocracia de baixo, ou seja, dos assessores.
São eles que produzem os documentos patéticos que passam por documentos do conjunto do episcopado. Um bispo contou-me que o processo de aprovação destes documentos dá pouca margem a alterações.
O site da CNBB é um exemplo da "mão invisível" dos assessores. Ouso dizer que maioria dos bispos sequer acessa o site. Mas, a meu ver, tornou-se uma ferramenta que mereceria maior consideração. Julgo também que a responsabilidade pesa sobre a presidência, mais especificamente, sobre os ombros do secretário-geral.
Pe. Clécio
A CNBB mais uma fez se presta o trabalho de agir, me desculpe o termo, como uma prostituta sem causa.
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