"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Missa no Seminário


Eis os textos da Santa Missa do dia 28/08, memória de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja. 

Ant. ad Introitum
In médio Ecclésiæ apéruit os eius, et implévit eum Dóminus spíritu sapiéntiæ et intelléctus, stolam glóriæ índuit eum.

Oratio
Innova, quæsumus, Dómine, in Ecclésia tua spíritum, quo beátum Augustínum epíscopum imbuísti, ut, eódem nos repléti, te solum veræ fontem sapiéntiæ sitiámus, et supérni amóris quærámus auctórem. Per Dóminum.

Super Oblata
Salútis nostræ memoriále celebrántes, cleméntiam tuam, Dómine, supplíciter exorámus, ut hoc sacraméntum pietátis fiat nobis signum unitátis et vínculum caritátis. Per Christum.

Ant.ad Communionem
Dicit Dóminus: Magíster vester unus est, Christus. Omnes autem vos fratres estis.

Postcommunio
Sanctíficet nos, quæsumus, Dómine, mensæ Christi participátio, ut, eius membra effécti, simus quod accépimus. Per Christum.

CETEL

É o apelido da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos, da CNBB. A ela é confiado o trabalho de coordenar a tradução e criação (sic!) de textos litúrgicos. Os membros da CETEL são:
1. Dom Joviano de Lima Júnior, Arcebispo de Ribeirão Preto-SP, com pós-graduação em Liturgia no Santo Anselmo em 1974.
2 - Dom Manoel João Francisco, Bispo de Chapequó-SC, doutorou-se em Teologia Sistemática, com especialização em Sacramentos no Santo Anselmo em 1991.
3- Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luís do Maranhão; não obtive informações sobre sua formação em matéria litúrgica.
4- Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora-BA, doutorou-se em Teologia , com especialização em Liturgia Pastoral no Instituto Santa Justina (Padova, Itália).
5- Dom Irineu Silvio Wilges, Bispo da Diocese de Cachoeira do Sul-RS, doutorou-se em Teologia Dogmática em Roma em 1970.
6- Dom Alberto Taveira, Arcebispo de Palmas-TO; ignoro sua formação litúrgica.
Os assessores são: Pe. Gregório Lutz, Pe. José Weber, Pe. Carlos Gustavo Haas e Pe. José Carlos Sala.

A CETEL se reuniu de 25 a 27 deste mês em Brasília a fim de avaliar o trabalho realizado desde a última Assembléia Geral e revisar as Preces Eucarísticas para Crianças I, II e III, como também os textos litúrgicos do Advento.

Eu gostaria que este processo de tradução dos textos litúrgicos fosse mais transparente. Pouco ou quase nada se sabe até que as editoras católicas comecem a distribuir os novos livros litúrgicos. A CNBB, advogada da transparência no mundo político, não parece inclinada a introduzir a prática no seu meio.

Espero que os Bispos não votem em bloco o conjunto das traduções e criações (sic!) e que a Santa Sé abra os olhos para o que vão enviar a Roma, já que a nós não nos é dado contribuir nem alardear, apenas chorar sobre o leite derramado.

Perdi a esperança também de que estas preces infantis fossem excluídas do missal!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sugestão de leitura...

Não posso deixar de sugerir um texto excelente de Matteo Orlando publicado no site PETRUS, com o sugestivo título I Paolini come molti altri editori 'cattolici': vogliono 'protestantizzare' la Chiesa (Os Paulinos como muitos outros editores 'católicos': querem 'protestantizar' a Igreja).

Não... Não... Não...

O artigo não foi escrito pensando em Paulus, Vozes ou Santuário! A confusão editorial das 'católicas' é transatlântica. O autor se inspirou no Dizionario della Bibbia (ed. Piemme), editado em 2004 na Itália, mas poderia ter escolhido muitíssimas outras publicações de lá e de acá.

Não pude, por razões de tempo e tamanho, traduzir o texto. Já estou devendo a alocução do Papa na La Sapienza. Sugiro, amigos, que leiam. Ótima ocasião para tirar o pó do italiano.

Segue o link.

São Bernardo, Doutor da Igreja

Deus, qui beátum Bernárdum abbátem, zelo domus tuæ succénsum, in Ecclésia tua lucére simul et ardére fecísti, eius nobis intercessióne concéde, ut, eódem spíritu fervéntes, tamquam fílii lucis iúgiter ambulémus. Per Dominum Nostrum Iesum Christum, Filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.
O abade São Bernardo faleceu há exatos 855 anos. Sua vida, zelo e doutrina continuam sendo luz e ardor na Igreja; suas preces nos alcancem de Deus a graça de vivermos como filhos da luz.
Meu único sobrinho celebra hoje seu onomástico. O pequeno Bernardo tem 1 ano e 8 meses, os pais, avós e tios o cercam de atenções amorosas e pedem para ele a intercessão da Santíssima Virgem, de São José e de seu patrono São Bernardo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Verdadeiro Conhecimento

Excepcional entrevista. Espero que os seminaristas aproveitem, mas não somente eles. O original em italiano (cuja tradução deu-me um bom trabalho) está aqui. Se alguém puder melhorar a tradução, que fiz um tanto às pressas, eu agradeceria.
Sugiro as seguintes leituras complementares:
1. Artigo do Prof. Giorgio Israel no L'Osservatore Romano, em italiano.
2. Intervenção que o Papa Bento XVI faria na Universidade La Sapienza, e que foi cancelada pelo Pontífice devido ao ambiente extremista e antiintelectual de parte da esquerda universitária, também em italiano. Espero traduzir esta alocução assim que puder.

Giorgio Israel
Eu, matemático contra a religião da ciência
por Alberto Savorana 

A defesa da “razão abrangente”. A luta contra o cientificismo. A necessidade de mestres. Um dos cientistas mais controvertidos da Itália explica porque na realidade só existe um modo de defender a sua disciplina (e salvar a educação): “não reduzir o homem a um dado”. E aceitar o desafio do infinito.
Titular de Matemáticas complementares na Universidade La Sapienza de Roma, Giorgio Israel é um dos mais ativos e precisos polemistas no panorama cultural italiano. Há anos se engajou na luta em defesa da razão – e para o seu “alargamento”, para usar um termo caro a Bento XVI – contra uma ideologia cientificista que pretende identificar o homem e a realidade com aquilo que é mensurável em nome de uma razão reduzida. E é significativo que seja um matemático a conduzir esta guerra sem fronteiras contra a religião dos números e da quantidade. Na sua última obra, Chi sono i nemici della scienza? (ed. Lindau), ele se interroga sobre os frutos amargos daquela mentalidade, imposta a todos, e por tantos assimilada acriticamente através das páginas dos jornais, da televisão e dos bancos escolares e universitários.

Partamos da pergunta provocativa que dá título ao seu último livro: quem são os inimigos da ciência?

É evidente que são inimigos da ciência aqueles que fazem divulgações mal-intencionadas, que apresentam os resultados científicos de maneira vulgar e até mesmo equivocada. No meu livro dediquei uma centena de páginas a documentos de “má ciência”, que são uma pequena coletânea do material que recolhi. Examinando estes documentos se constata que em muitos casos não se trata de meros erros, mas sim do fruto de uma visão ideológica, inspirada no desejo de provar que com a ciência não temos nada a fazer e o que responder, e de modo particular, com o propósito de “demonstrar cientificamente” o ateísmo e o materialismo. A confusão entre ciência e naturalismo é uma distorção ideológica muito difundida hodiernamente. Outras distorções ideológicas, em perfeita contradição entre si, são: a afirmação de que a ciência é relativista, ou ao invés, de que ela detém a verdade absoluta. Em geral, os piores inimigos da ciência são os cientistas, que afirmam tratar de ciência, quando na verdade tratam de suas idiossincrasias e de suas crenças. Portanto, os inimigos da ciência não são os que dela “falam mal”, mas aqueles que a utilizam mal ou com escopos perversos (no sentido literal da palavra).

A propósito de cientistas, voltemo-nos para o “caso Sapienza”. O senhor ensina no ateneu que, caso raro, levou o Papa a renunciar a falar numa conferência previamente agendada. Como entendeu o acontecimento e que juízo faz do mesmo?

Eu o vi como um grande desconforto. Poder-se-iam até compreender objeções inspiradas por princípios de laicismo, se estivesse em jogo uma preleção para o início do ano acadêmico (o que não estava). Pelo contrário se insistiu obstinadamente na idéia de que o Papa Ratzinger deveria refazer o processo de Galileu. Por detrás da carta dos professores de Física, mais conhecida, circularam mensagens inspiradas por sentimentos asperamente anti-religiosos: se apoiaram, não inspirados no laicismo, mas no ateísmo, ou ainda na idéia de que a ciência e o pensamento racional são intrinsecamente inimigos da religião. Em suma, aquilo que subjaz naquele acontecimento não é apenas uma postura intolerante e desinteressada pelo debate, mas uma maliciosa contraposição ideológica entre ciência e religião.

Na intervenção cancelada o Papa diria, entre outras coisas: “o perigo do mundo ocidental é que o homem hoje, diante da consideração da grandeza de seu saber e poder, desista da questão da verdade. E isto significa ao mesmo tempo que a razão, por fim, se dobra diante das pressões dos interesses e dos atrativos da utilidade, constrangida a reconhecê-la como critério último”. De que modo estas palavras o interpelam?

Estas palavras me impressionaram porque estão em completa consonância com aquilo que penso há pelo menos 15 anos, desde quando escrevi um livro intitulado Il giardino dei noci. Incubi postmoderni e tirannia della tecnoscienza, que foi recusado por muitas casas editoriais com motivações do tipo: “É a expressão de uma crise mística do autor”. Contentei-me em publicá-lo por uma pequena casa editorial, que não teve êxito em divulgá-lo. Eu sustentava que a prevalência de uma visão cientificista e utilitarista, obcecada pela tecnologia e insensível aos temas da consciência e da ética, conduziria ao esfacelamento do Ocidente e a prevalência de extremismos integralistas (totalitários). De fato, se a exigência moral e espiritual é frustrada por uma visão puramente utilitarística, ela se canaliza para outros caminhos, em direção a pousos desviantes e, não raro, criminosos.

O senhor sustenta que um novo cientificismo pretende estender o método das ciências físico-matemáticas ao campo das ciências humanas e em um polêmico artigo no L’Osservatore Romano escreveu que “o homem não é um dado”. Que queria dizer?

Pretendia dizer que o conhecimento é múltiplo e a experiência humana está longe de ser apenas científica. A presunção de querer submeter todo conhecimento sob a bandeira de uma disciplina científica – quer seja a física matemática ou a neurociência – tão somente leva, como observou o filósofo Paul Ricoeur, a mutilar a fenomenologia da vida humana porque não é possível reduzi-la a qualquer coisa material que se acredita lhe seja equivalente. O homem não é nem um dado, nem uma máquina a vapor ou elétrica, nem uma calculadora, nem uma máquina qualquer a qual nos empenhamos a reduzir para “explicá-la” em termos “científicos”.

Historicamente a ciência moderna nasceu no âmbito da cultura judaico-cristã. Segundo o senhor, se trata de uma coincidência ou existem razões de fundo?

De fato não é uma coincidência. Tanto o judaísmo como o cristianismo têm sustentado a idéia de que um conhecimento racional do mundo é possível e que a natureza, na sua esfera, é governada pelas regularidades, as quais têm um caráter objetivo e que fundamentam o conhecimento e a previsão. O processo contra Galileu envolvia uma outra problemática que não posso aqui aprofundar. Ao contrário, o processo contra Averróis dizia respeito propriamente àquele ponto e a derrota do pensamento averroístico por parte da concepção de Al-Ghazali, segundo o qual não existem regularidades objetivas na natureza, conduziu à auto-exclusão do islam da revolução científica, para cujo surgimento havia dado contribuições bastante importantes.

Razão e fé são termos que a cultura moderna distanciou, num primeiro momento, e depois rigorosamente separou como duas redes que não se encontrariam mais. O senhor, ao contrário, apresentando recentemente o livro de Mons. Giussani, Si può vivere così?, declarou compartilhar a afirmação segundo a qual o conhecimento pela fé é um método próprio da razão. Em que medida este método é importante também para o trabalho científico? Poderia dar algum exemplo de sua aplicação?

Quando eu era estudante universitário, um professor me aconselhou a estudar matemática supondo que todo teorema que eu lesse nos livros fosse falso e procurasse refutá-lo. este certamente não é um método de conhecimento pela fé… A matemática é uma ciência da qual é útil e possível duvidar. Mas já em física não se pode pretender refazer todo experimento. É necessário “crer” em quem diz que a experiência de Michelson-Morley já foi feita e conduziu a um determinado resultado. Se estudo história, devo “crer” que Júlio César realizou certas ações em cartas datas, pois de outra forma seria obrigado a verificações penosas ou impossíveis. O conhecimento baseado sobre a confiança no testemunho credível é inevitável, ainda que dentro de certos limites. Mons. Giussani afirmou com justiça que, eliminado o “conhecimento por mediação” (isto é, transmitido por outros), se elimina toda a cultura humana, que se baseia no fato de que “tudo provém daquilo que outro descobriu”: se assim não fosse, “mover-se-ia sobre um metro quadrado”. É um golpe fatal à pedagogia do autodidatismo... Quem adere ao ponto de vista de Mons. Giussani não pode aderir um só instante às visões pedagógicas que substituem o mestre pelo “facilitador”. 


Estas suas últimas palavras nos introduzem num tema que lhe cala particularmente ao coração, como também a nós. No livro o senhor fala de “desastre educativo”. Quais são os fatores deste desastre que levou até o Papa a dizer que estamos em face de uma “emergência educativa”?

O fator principal é a idéia aberrante que a educação seja um fato técnico e não a aquisição de conhecimento numa relação entre pessoas. Ao contrário, a educação deve nascer da colaboração entre a família, que deve formar a pessoa do ponto de vista ético e moral, e a escola, que deve transmitir conhecimento e capacidade de conhecer (detesto o termo “competência”). O ensinamento envolve a plenitude da pessoa e não pode reduzir-se a tecnologias didáticas, nem pode substituir o papel da família pretendendo reduzir a dimensão moral a uma questão de “regras de cidadania”, transmitidas por “especialistas” mediante disciplinas como, por exemplo, “educação para afetividade”.

Mas se não pode confiar-se a especialistas, em quem a escola deve apostar para repartir a responsabilidade?

Descende do que vem antes. A educação tem necessidade de mestres que, para dizê-lo com Hannah Arendt, sejam para o jovem os representantes do mundo em que foi chamado a viver, o apresentem a ele – o que significa transmitir cultura e conteúdo – e assim forneçam instrumentos para transformá-lo. Somente conhecendo o mundo se pode transformá-lo. Para dar aos jovens instrumentos para evoluírem é necessário que a instrução seja conservadora. A escola sem tradição não transmite nada e abandona os jovens ao nada, tornando-os ainda incapazes de transformação. Até mesmo (ou sobretudo!) para ser revolucionário é preciso partir da tradição. Não tenho a presunção de explicar isto a quem tem como referência os Evangelhos.

O ’68 (ano das revoltas estudantis) visou ao igualitarismo na universidade e na escola, com o êxito de nivelar por baixo e cujos frutos estão diante dos olhos de todos. Tanto que se recomeça a falar de “mérito”. Por sua experiência de magistério, que é possível fazer para reverter a tendência ?

Está implícito no que disse antes. É necessário o papel de “mestre” como figura autorizada; o seu papel de transmissão do conhecimento e da tradição; o reconhecimento do conhecimento e das tradições como fundamentais na formação da pessoa; a valorização do estudo, do trabalho, do empenho responsável. Deve-se banir a idéia de que o estudo possa ser concebido como mero divertimento e não como empenho duro e cansativo. Deve-se mostrar que as maiores recompensas vêm da superação das dificuldades e não da fuga das mesmas, caso contrário se educa tão somente para a irresponsabilidade.

Um outro pilar da educação demolido pelo ’68 é a tradição, com o conseqüente princípio da autoridade. Gostaria de saber do senhor quanto pesou neste processo aquilo que o senhor chama o mundo dos pedagogos, cujo ícone é Marcello Bernardi que em 1979 escreveu a “Oração por uma criança” para o Ano Internacional da Criança promovido pela ONU, que inicia com estas palavras: “Faze que ela seja diferentes de nós. Faze com que não haja pais nem filhos, nem família, nem mestres nem discípulos, nem casa nem refúgio. Faze com que não encontre Conquistadores nem Líderes e nem mesmo Santos. Faze que não conheça Lei nem Ordem, nem Pátria nem Religião...”

É uma visão que considero aberrante, horrível mesmo. É a síntese perversa da pedagogia do autodidatismo introduzido por Dewey e pelo marxismo “débil” da sociedade opulenta, o marxismo pós-moderno. Esta combinação transmitiu a herança do comunismo agonizante e, portanto, uma visão totalitária e anti-humana. Não é por acaso que dela descende a recusa da família, dos pais, dos mestres. Meu filho, que fez uma longa pesquisa de campo antropológica na África, me explicou que se sentiu obrigado a deixar crescer a barba para parecer menos jovem e portanto mais responsável, porque os anciãos são considerados a fonte da sabedoria. O “juvenilismo” é um dos efeitos degenerados daquela visão. Seria o caso em que as sociedades dominadas por velhos propagadores do “juvenilismo” são exatamente aquelas nas quais os jovens têm menos oportunidades. 

Durante um recente encontro com cinqüenta mil professores, Dom Carrón disse que: “ensinar, educar, é introduzir à totalidade, ao real na sua totalidade. Se explico qualquer coisa sem o ligame com a totalidade, eu não estou educando”. Que tem a dizer? Quais as implicações para a didática desta renúncia à totalidade?

As implicações são a perda da conexão entre as disciplinas em um único quadro cultural. Por exemplo, no que tange à ciência, significa pensá-la como um saber técnico particular que não tem relação com a filosofia, a história e o processo global do conhecimento. Isto ocorre porque se perde uma visão humanística. Se o homem, visto na sua totalidade, não é mais o centro do processo do conhecimento, este se reduz a um somatório de saberes particulares, ou melhor, de “habilidades” fragmentadas.

Muitos professores documentam a dificuldade de suscitar o interesse dos rapazes. Por outro lado, exatamente ensinando Mons. Giussani agregou tantíssimos jovens, sustentado pela consciência que educar é “uma comunicação de si, isto é, do próprio modo de relacionar-se com o real”. Queira comentar esta afirmação.

Ter um encontro com um verdadeiro mestre significa aproximar-se de um conjunto de noções, um conjunto de conhecimentos que são também “vividos”. Ademais, um verdadeiro mestre se arrisca a fascinar porque não é débil e inseguro a ponto de recorrer ao expediente de ludibriar os jovens com truques de feira, não banaliza o que é difícil e empenhativo sob a forma de jogo e divertimento, mas fala daquilo que toca realmente as exigências e os sentimentos mais profundos. Isto pode ser feito também quando se ensinam disciplinas aparentemente distantes da vida e da concretude, como a matemática. Quando procuro despertar o interesse pela matemática evito sempre o recurso aos aspectos lúdicos e, por exemplo, falo do dificílimo desafio de manipular o infinito e me dou conta de que o interesse vem de imediato. De fato, um tema aparentemente obscuro como o infinito toca o coração mais profundamente, a questão mesma do sentido da existência humana e de sua relação com a transcendência.
© Copyright Tracce luglio/agosto 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Retorno à Comunhão Católica.

A notícia nos chega através da Religious Information Service of Ukraine e é extraordinária. Para entender a situação eclesial na Ucrânia, leia o texto da postagem anterior, em que procuro explicar o imbroglio. Traduzi a reportagem na íntegra abaixo:


"Paróquia Ortodoxa Autocéfala na região de Lviv se une aos Greco-católicos.

Lviv - Em 10 de agosto de 2008, Padre Mykhailo Romaniuk, sacerdote da vila de Podusiv, oficialmente fez uma Profissão de Fé e a promessa sacerdotal de fidelidade ao Papa de Roma, ao chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana e à Eparquia (Diocese) de Stryi, oeste da Ucrânia. Padre Romaniuk e seus paroquianos, previamente membros da Igreja Ortodoxa Autocefála da Ucrânia, se uniram à jurisdição católica oriental.

O processo de unificação de duas comunidades religiosas em Podusiv, distrito de Peremyshliany, teve início em 2004 pelo Bispo Dom Yulian Gbur. Após fazer as promessas, Pe. Romaniuk concelebrou a Liturgia (Santa Missa) com o Dom Gbur. A reconciliação ocorreu após um longo processo de discussão e encontros à nível distrital, regional e eparquial. A Eparquia de Stryi começou a discussão com o tema da superação de problemas interjurisdicionais no distrito de Peremyshliany.

No dia 4 d e junho, representantes da Eparquia, autoridades civis do distrito e os sacerdotes de Podusiv discutiram questões relativas a serviços ecumênicos envolvendo greco-católicos e ortodoxos da Igreja Ortodoxa Autocéfala. Em 9 de agosto de 2008 num encontro de ambas as comunidades religiosas foi absolutamente confirmada a necessidade de unidade religiosa na vila.

Eliminando a comunidade religiosa da Igreja Autocéfala e registrando uma única comunidade da Igreja Greco-Católica Ucraniana, a histórica unidade que existia até 1946 foi renovada. Segundo Pe. Pavlo Khud, chefe do serviço de imprensa da Eparquia de Stryi, os fiéis estão satisfeitos com a solução da questão, muito embora disputas intereclesiais cessaram na vila há quase 20 anos.

O exemplo desta duas comunidades reunidas deu início a um processo de iniciativas de união, que já há algum tempo vem sendo amadurecido em outras paróquias na Eparquia de Stryi."
Aqui termina a notícia.

Ouso enxergar aqui a intercessão do Papa João Paulo II, um eslavo como os ucranianos. Rezemos pela sua beatificação:
Ó Trindade Santa, Nós vos agradecemos por ter dado à Igreja o papa João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna convosco. Segundo a vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Católicos na Україна

A Ucrânia é um dos países da Europa oriental. Ressurgiu após anos de dominação soviética após a queda do comunismo. Com uma população de 46 milhões de habitantes é uma das mais importantes das ex-repúblicas soviéticas.

Os ucranianos são majoritariamente cristãos ortodoxos, mas a situação religiosa da Ucrânia é extremamente complexa e fonte de conflitos entre a Igreja Católica e o Patriarcado Russo, e até mesmo entre este último e o Patriarcado de Constantinopla.

Uma das fragilidades da cristandade ortodoxa é seu exacerbado nacionalismo, o que leva a confusões inevitáveis entre fidelidades nacionais e jurisdições eclesiásticas. Sinal evidente destas tensões é a divisão no seio da ortodoxia ucraniana. Atualmente os ortodoxos estão divididos em três jurisdições eclesiásticas:

1 - Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscou) com cerca de 7 milhões de fiéis (68% dos ortodoxos) é a única jurisdição com status canônico reconhecido pelas demais Igrejas ortodoxas.

Seu hierarca, o Arcebispo Volodymyr Viktor Sabodan de Kiev (na foto), foi entronizado em 1992 com o título de Metropolita de Kiev e de toda a Ucrânia. É a jurisdição que possui o maior número de templos ortodoxos e está distribuída predominantemente no sul e no sudeste do país.

Não tem plena autocefalia no mundo ordotoxo, sendo considerado um exarcado dependente do Patriarcado de Moscou.

Está organizada em 42 dioceses, 58 bispos e 8 516 sacerdotes.

2 - Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kiev) não tem status canônico reconhecido. Após o colapso do comunismo e esfacelamento do império soviético, na Ucrânia recém-independente, o Bispo Filaret (na foto) conduziu um movimento que obtivesse da hierarquia da Igreja Ortodoxa Russa a autocefalia para a Igreja ucraniana. Em junho de 1992, com outros 3 bispos, Filaret declarou a existência desta nova jurisdição ortodoxa. Mykhailo Antonovych Denysenko , o Patriarca Filaret, foi entronizado em outubro de 1995 com o título de Patriarca de Kiev e de toda a Ucrânia-Rus.
Tem tentado em vão o reconhecer a legalidade canônica junto de outras Igrejas ortodoxas. Conta extra-oficialmente com a simpatia do Patriarca de Constantinopla.

Segundo pesquisas, a Igreja conta com a adesão de 21% da ortodoxia na Ucrânia. Conta com o serviço de 2 180 sacerdotes distribuídos em 2 700 comunidades.

3- Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana tem origem semelhante ao Patriarcado de Kiev, mas lhe é anterior. Ganhou reconhecimento estatal em 1990. Desde 2000 é chefiada pelo Metropolita Mefodiy Kidryakov (na foto).

Está presente fortemente na região ocidental da Ucrânia e pouca presença no resto do país. Contava com inúmeras comunidades na diáspora, as quais agora estão organizadas em jurisdições independentes e reconhecidas pelo Patriarcado de Constantinopla. Existem ainda algumas eparquias na América do Norte e do Sul, na Europa ocidental e na Austrália.

Também a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana não goza do reconhecimento canônico de nenhuma Igreja ortodoxa.

Resta conhecer a situação da Igreja Católica na Ucrânia, que não padece do sectarismo que assola os irmãos ortodoxos.

A Igreja Católica na Ucrânia.

1 - Igreja Católica Greco-Ucraniana é uma jurisdição católica em comunhão com o Papa, e de rito bizantino (o mesmo usado pelas jurisdições ortodoxas). A Igreja é conduzida pelo Cardeal Lubomyr Husar (na foto), com o título de Arcebispo Maior de Kyiv-Halyc e de toda a Rus.

Está organizada em 1 arquidiocese e 7 dioceses e 3 exarcados na Ucrânia. Na diáspora conta com 3 arquidioceses, 11 dioceses e 3 exarcados. Uma das dioceses é a Eparquia de São João Batista dos Ucranianos em Curitiba (onde havia sido seminarista um saudoso professor de filosofia do Seminário São José).
Conta com aproximadamente 3. 500.000 fiéis somente na Ucrânia.

2 - Igreja Católica de Rito Romano.
Há 1 arquidiocese e 6 dioceses de rito latino na Ucrânia. Não existe um líder nacional, uma vez que a tradição latina só reconhece poderes de jurisdição ao bispo diocesano e ao papa. Existem cerca de 850.000 católicos latinos. O Arcebispo de Lviv dos Latinos é o Cardeal Marian Jaworski (foto abaixo) que estava presente na última Missa celebrada no quarto do Papa João Paulo II e assistiu-lhe na hora da morte.

3 - Diocese de Mukacheve de Rito Ruteno, imediatamente sujeita à Santa Sé. Seu administrador apostólico é o Bispo Dom Milan Sasik e conta com 53.000 católicos rutenos.
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Fique claro que estão em plena comunhão com o Sucessor de São Pedro e entre si, como é característico da Igreja Católica e desejado pelo Senhor, que orou ao Pai: "ut omnes unum sint, sicut Tu, Pater, in me et ego in Te, ut et ipsi in nobis unum sint ut mundus credat quia Tu me misisti" (Jo 17,21).

É da Ucrânia que nos chega a boa-nova da próxima postagem.

Catedrais (I)

Cathedral of Saint Paul
Diocese of Birmingham / Alabama

Cathedral of the Immaculate Conception
Archdiocese of Mobile / Alabama 

Cathedral of the Holy Family
Archdiocese of Anchorage / Alaska

Cathedral of the Sacred Heart
Diocese of Fairbanks / Alaska

Cathedral fo the Nativity of the Blessed Virgin Mary
Diocese of Juneau / Alaska

Nossa Senhora da Glória!

Hoje celebramos o dia sacratíssimo da Assunção corpórea da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria. O Santo Padre celebrou a Santa Missa na Paróquia Pontifícia, em Castel Gandolfo. A CNBB obteve a permissão de transferir a Solenidade hodierna para o domingo mais próximo, neste ano em 17 de agosto, a fim de favorecer a participação de um maior número de fiéis que, de outro modo, estariam privados da riqueza espiritual desta liturgia.
Nada impede, todavia, que neste dia seja celebrada uma Missa votiva da SS. Virgem Maria, já que as leis litúrgicas o autorizam. A meu ver (seria o caso de uma consulta à CCDDS), o formulário poderia ser o da Missa Vespertina da Vigília, raramente utilizado quando a solenidade é celebrada no domingo. Enquanto não chega uma resposta de Roma seria prudente usar uma missa votiva. Foi publicada uma coletânea de formulários litúrgicos para Missas votivas de Nossa Senhora. Entre as opções para o Tempo Comum se destacam estes que estão intimamente associados à assunção: Virgem Maria, Rainha do Universo; Virgem Maria, Mãe da Santa Esperança; Santa Maria, porta do céu. Todos os formulários têm leitura própria. Para aqueles que não possuem este missal sugiro que usem a Missa Votiva constante no Missal Romano e que utilizem as leituras da Missa Vespertina.
São muito ricos os textos litúrgicos da Assunção: as antífonas de entrada, coletas, orações sobre as oferendas e depois da comunhão e o prefácio próprio. São juntamente com os textos bíblicos uma fonte inestimável para as homilias do próximo domingo.
Há 58 anos o Papa Pio XII proclamou o dogma da Assunção corpórea:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu". (Constituição Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950)
A festa litúrgica é celebrada desde a antigüidade, no Oriente e no Ocidente. Os ortodoxos também a celebram hoje com o nome de Dormição da Mãe de Deus (Theotókos), os armêmios a celebram no 3º domingo de agosto. Embora a Igreja ortodoxa não considere a assunção corpórea um dogma de fé, também crêem que ela foi levada aos céus de corpo e alma. Falta aos ortodoxos uma autoridade universal, como só o papa pode ser, para declarar um dogma. Isto prova que Pio XII nada inventou em 1950, como ignorantemente o protestantismo afirma. Mesmo assim há protestantes, movidos pela graça de Deus e de caráter reto, que chegaram ao conhecimento desta verdade, como o filósofo Sören Kierkegaard (+1855) que afirmou: "podem os doutos discutir sobre a Assunção ao Céu de Nossa Senhora; para mim não parece incompreensível, porque ela já não pertencia ao mundo".
As palavras do Papa ao fim da alocução do Angelus traduzem sinteticamente o significado espiritual da festa de hoje: "Maria assunta aos céus nos indica a meta última da nossa pergrinação terrena. Recorda-nos que todo o nosso ser - espírito, alma e corpo - é destinado à plenitude da vida; aquele que vive e morre no amor de Deus e do próximo será transfigurado à imagem do corpo glorioso de Cristo ressuscitado; que o Senhor rebaixe os soberbos e eleve os humildes (cf. Lc 1,51-52). Isto Nossa Senhora proclama para sempre no mistério da sua Assunção. Que Tu sejas sempre louvada, ó Virgem Maria! Roga a Deus por nós."

Boa Festa da Assunta, Nossa Senhora da Glória Celeste!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Eu não poderia viver sem minha fé"

Entrevista de jovem convertida na Mongólia a Union of Catholic Asian News. Traduzi a parte que fala da infãncia, da conversão e dos planos futuros. A entrevista completa em inglês se encontra aqui.


Aqui começa o texto da UCAN

Lucia Otgongerel não tem as pernas nem as mãos, mas após tornar-se católica, sua vida mudou da depressão para a alegria.
A alegria de Otgongerel veio do seu trabalho no “Faith Center”, uma pequena escola que a Paróquia de Santa Maria em Ulaanbaatar abriu em setembro de 2007. Ali ela leciona para sete crianças especiais.
Ela ensina atividades básicas como cozinhar, limpar, ler e escrever, a seus alunos (cujas idades variam de 15 a 19 anos) com deficiências físicas e mentais.
Otgongerel, a sexta de oito filhos, nasceu há 30 anos de uma família de pastores em Zavhan, uma remota província na Mongolia, cerca de 1.200 quilômetros a oeste de Ulaanbaatar. Ela usa pernas artificiais para se locomover e, embora não tenha mãos, é capaz de fazer praticamente tudo que requeira as mãos, inclusive cozinhar, costurar usando agulhas e usar o computador.
Ela tornou-se católica depois de começar a assitir a Santa Missa em 2002 e agora reside em Nisekh, um subúrbio de Ulaanbaatar. Suas salas-de-aula são decoradas com ornamentos e pinturas criados por ela e seus alunos.
Nesta entrevista, ela fala a UCA News sobre sua fé e seu trabalho.
UCA NEWS: O que era a vida para você antes de se tornar católica?
LUCIA OTGONGEREL: Nasci numa pequena vila. A escola ficava perto de modo que eu podia ir até ela com minhas próprias pernas. Minhas pernas são muito curtas porque eu tenho apenas o fêmur, nem joelhos nem tíbias. Freqüentemente meus amigos me carregavam nas costas para a escola.
A vida no campo é muito difícil para pessoas como eu. Eu não poderia me tornar uma pastora de rebanhos. É difícil sem as mãos e, especialmente, sem as pernas. Após concluir a oitava série, sofri um acidente de carro e tive de ficar em casa por cinco anos. Foi muito difícil pois eu não podia fazer nada.
Então minha irmã mais velha me trouxe para Ulaanbaatar e eu usei pernas artificiais pela primeira vez. As próteses aqui da Mongólia eram muito simples e machucavam bastante.
Três anos mais tarde, a mesma irmã ajudou-me a conseguir próteses alemãs, e eu as tenho há quase 10 anos. Elas mudaram minha vida. Entrei numa escola de culinária e me tornei uma cozinheira. As pernas eram necessária para ficar de pé na cozinha.
Mesmo sem as mãos, não há nada que eu não possa fazer. Posso abrir portas com chaves, costurar, usar o computador e o celular, cortar alimentos, cozinhar – nada é impossível! As pessoas ficam surpresas quando vêem a casa de meus pais, toda decorada com meus trabalhos de costura.
Quando foi pela primeira vez à Igreja?
Minha irmã levou-me uma vez em 2001. Ela não é católica mas conhecia a senhora que era secretária do bispo. Eu gostei da Igreja, mas comecei a freqüentar apenas em 2002. Gostei da Missa, senti algo como um conto-de-fadas, especialmente as canções. Naquele tempo, a maioria das músicas eram cantadas em inglês por estrangeiros, muito bem cantadas. Eu não entendia as palavras mas elas ressoavam em meus ouvidos. Assim eu sempre retornava para ouvir as belas canções.
Como sua fé se desevolveu?
Eu acreditei em Jesus em 2002. Antes disso eu estava apenas interessada, ainda sem fé alguma. Ía à Igreja mas não rezava. Um dia eu tinha de enfrentar uma situação difícil em casa. Eu nunca rezara antes. Parada no ponto de ônibus naquele dia, estava realmente apavorada pelo que tinha diante de mim. O ônibus não chegava e então eu rezei por um longo tempo. Eu rezei o terço. Assim que cheguei a minha casa, a resposta à minha oração chegou também. Não havia mais situação difícil.
Em casa, disse para meu irmão mais jovem e minha irmã que eu gostaria de rezar por cerca de 30 minutos, e pedi-lhes que saíssem da tenda. Não consigo rezar com pessoas em volta de mim. Desde então rezo muito, todo dia, o tempo todo. Rezo e choro. Quando os jovens na Igreja me vêem assim, eles me deixam sozinha, e quando saio sorrindo, sabem que eu estava rezando.
A vida seria dura pra mim sem oração. Rezo antes de sair de casa. De 7h 30min às 8h, eu rezo um terço. Mais tarde, leio as leituras bíblicas do dia e medito. Tento aplicar a mensagem da liturgia de cada dia. Isto me dá muita força. A oração é uma parte importante da minha vida. Fico muito sozinha, por isso rezo o tempo todo. Encontro tempo para ler a Bíblia. Estou escrevendo um livro sobre a Igreja em Nisekh e sobre a fé.
Minha fé é muito importante para mim. Eu não poderia viver sem minha fé.
Eu vivia depressiva e incapaz de fazer as coisas. Eu era uma pessoa muito diferente antes de me tornar católica. Eu gostaria de falar a muitas pessoas sobre minha fé, por isso comecei com minha família. Muitas pessoas em minha família me seguiram. Minha sobrinha foi batizada. Meu irmão mais jovem, os filhos de meu irmão mais velho, e dois amigos meus vêm à Igreja também. As pessoas que me vêem se interessam de alguma maneira por Deus e pela Igreja.
Nossa Igreja em Nisekh é como uma família. Eu dou catecismo a sete adultos, cinco mulheres e dois homens.
Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo trazer meus pais para Ulaanbaatar porque minha mãe está velha e doente e não pode mais andar. Não é fácil para pastores do campo viver na cidade, mas acredito que eles terão de vir. Ela tem 68 anos e meu pai, 73.
Meus pais venderam seu pequeno campo para comprar um
ger para meu irmão mais jovem quendo este se casou. Agora eles possuem uma pequena casa em Zavhan. Eu não os vejo há três anos. Tenho de economizar 115.000 tugrug (cerca de R$ 250) para viajar até lá. Eu preciso vê-los e decidir se os trago já ou se espero um pouco.
Eu ganho 170.000
tugrug (cerca de R$ 370) por mês e é disso que economizo. Preciso economizar mais dinheiro pra lhes comprar remédios e leite porque a pensão deles é menos que 70.000 tugrug (cerca de R$ 150) por mês. No momento não posso comprar leite pra eles, por isso estou economizando para quando puder trazer-lhes para cá. Minhas outras irmãs não têm boas condições financeiras. Eles têm muitos filhos e são muito pobres. Algumas têm péssimos maridos.
Quero cuidar de meus pais e de minha irmã que primeiro me trouxe para a Igreja.
Em primeiro lugar, devo tentar melhorar minha vida. Não quero que meus pais venham para cá e passem fome. No interior vizinhos e parentes lhes dão leite e comida. Aqui apenas minha irmã e eu cuidaremos deles. Devo trabalhar muito bem a fim de ajudá-los. Meus pais estão muito felizes com meu sucesso. Sempre se preocuparam comigo. Os pais se preocupam com os filhos mesmo quando eles têm mãos e pernas, mas os meus se preocupam ainda mais comigo porque nasci sem elas.

Aqui termina o texto da UCAN

A Mongólia é um país asiático localizado entre a Rússia e a China. Sua capital é Ulaambaatar e tem cerca de 2.700.000 habitantes.

Os católicos são 345 batizados e 60 catecúmenos (março de 2007) e são organizados em uma Prefeitura Apostólica com sede na capital. O Bispo Dom Wenceslao Padilla CICM, filipino, é o atual Prefeito Apostólico. Há 5 padres diocesanos, todos estrangeiros (Fidei Donum), e 19 padres religiosos (salesianos e da Congregação do Imaculado Coração de Maria). Existem também 39 religiosas (também estrangeiras de seis congregações). São três as paróquias, e oito as capelas. A Prefeitura dirige seis escolas, um ambulatório, um asilo, dois orfanatos, um abrigo para crianças abandonadas, dois dormitórios e um dispensário.

As principais religiões são o Budismo tibetano, o Xamanismo e o Islamismo.

Algumas fotos da Prefeitura Apostólica: o bispo, uma procissão na capital, um batismo, uma escola salesiana e um ger (tenda em que os pobres, como a entrevistada, habitam nos subúrbios da capital).


















terça-feira, 12 de agosto de 2008

Beatificação de Cassiodorus

Um processo canônico diocesano foi iniciado pela Arquidiocese de Catanzaro-Squillace (Itália) para o reconhecimento do culto a Cassiodoro.
Flávio Magno Aurélio Cassiodoro Senador (485-580), nascido em Squillace, foi conselheiro do Rei Teodorico. Exerceu ainda os cargos de quaestor, cônsul, magister officiorum, corrector de Lucânia e prefeito pretoriano para a província itálica. Escreveu muitos livros e se dedicou a criar condições para o estreitamento de relações entre o Oriente e o Ocidente.
Fundou um mosteiro na costa do Mar Jônico perto de Squillace, o Vivarium, e fez-se monge. Ali criou uma biblioteca de textos gregos clássicos, sagrados e profanos.
O Santo Padre fez uma reflexão sobre Cassiodoro e Boécio, seu contemporâneo, numa alocução de março deste ano, que pode ser encontrada aqui.



Ολυμπιακοί Αγώνες - Πεκίνο 2008

O atleta da foto ao lado é o Bispo Coadjutor da Diocese de Tangshan, Dom Peter Fang Jianping, 45 anos. Foi convidado pelas autoridades locais a ser um dos portadores da tocha olímpica.
Sua Diocese tem cerca de 45.000 católicos e 40 sacerdotes. Foi sagrado bispo em 6 de janeiro de 2000 sem o consentimento da Santa Sé, devido à situação irregular de uma parcela significativa da Igreja chinesa. Em 2002, a Santa Sé legitimou sua condição, pois que em breve deverá suceder ao senhor bispo Dom John Liu Jinghe, de 89 anos.
Desde a Revolução Comunista de 1949, os católicos chineses têm enfrentado toda sorte de perseguições. A situação se agravou durante a Revolução Cultural (1966-1976) incitada pelo ditador Mao Zedong.
Em 1957 foi criada a Associação Patriótica Católica (APC), como único organismo "católico" reconhecido pelo governo da República Popular da China. Há membros desta associação que sequer são batizados, e ainda assim "controlam e tomam decisões relativas a questões eclesiais importantes, inclusive a nomeação dos bispos", como escreveu o Papa Bento XVI em sua Carta aos católicos chineses ( nota explicativa ), de maio de 2007.
Os últimos pontífices, especialmente Bento XVI, vêm procurando meios de superar o cisma de facto entre a Igreja "oficial" e a "clandestina". As pontes estão sendo construídas e uma regularização da situação eclesial não deve tardar. É provável que se chegue a um acordo de coexistência entre o governo comunista e a Santa Sé. As condições básicas parecem ser: o governo garante à Santa Sé o direito de nomear os bispos e extingue a APC; o Vaticano rompe relações diplomáticas com Taiwan e as estabelece com Pequim e, o que é muito grave, a Igreja chinesa se abstenha de envolver-se na vida pública nacional, limitando-se à esfera privada.
As condições são exequíveis, exceto a alienação da vida pública (o que só poderia ser aceito como fórmula provisória de compromisso). Ainda que demore, a situação não pode continuar por muito tempo como está. O gigante chinês vai despertar deste pesadelo comunista de 60 anos.
Que Nossa Senhora de She Shan interceda pela sua China e por nós!

Santo Cura d´Ars

Eis dois textos relativos à memória de São João Maria Vianney.

1) Carta Encíclica SACERDOTII NOSTRI PRIMORDIA do Beato João XXIII no centenário da morte do Cura d´Ars.

2) Carta aos sacerdotes do Prefeito da Congregação para o Clero Dom Cláudio Hummes no sesquicentenário da morte do Cura d´Ars.

Pergunte e o Papa responde

A notícia não é nova, mas merece ser publicada. Trata-se de um conselho do Santo Padre sobre práxis pastoral aos sacerdotes. Quando estava de férias em Bressanone, num encontro com o clero no Duomo, um sacerdote lhe perguntou se devia agir com maior ou menor rigor na administração dos sacramentos da crisma e da 1ª comunhão.
Eis os fragmentos da resposta do Santo Padre: "Quando mais jovem, eu era bastante rigoroso. Eu dizia: Os Sacramentos são sacramentos da fé, e pois onde não existe fé, onde não existe prática da fé, também o Sacramento não pode ser conferido. (...) Também eu no decurso do tempo compreendi que devemos seguir o exemplo do Senhor, que era muito aberto também com as pessoas à margem do Israel daquele tempo, era um Senhor de misericórdia, excessivamente aberto - segundo muitas autoridades oficiais - com os pecadores, acolhendo-os ou se deixando acolher por eles em seus banquetes, atraindo-os a si em sua comunhão. (...) Onde não existisse nenhum elemento de fé, (...) já não existiria mais um Sacramento da fé. Mas, por outro lado, se podemos ver ainda uma pequena chama de desejo da comunhão na Igreja (...) me parece que seja justo agir com maior largueza".
A pergunta e a resposta completas encontram-se aqui em italiano. É a última pergunta feita ao Santo Padre. As respostas às outras são igualmente edificantes.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Nome de Deus" na Sagrada Liturgia

No dia 29 de junho p.p., a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos (doravante CCDDS) enviou orientações às conferências episcopais acerca do uso do "Nome de Deus" na Sagrada Liturgia.
Só tive conhecimento da dita orientação graças ao vazamento de uma carta de Dom Arthur Serratelli, presidente do comitê litúrgico da conferência americana, aos membros da mesma.
A CCDDS quer que o tetragrama YHWH / יהוה seja traduzido por "Senhor" ou "Senhor Deus" e não pelos conhecidos "Yahweh; Javé" ou como preferem os protestantes "Jeová". Só tenho link para o texto em inglês ( aqui ), mas traduzo a parte mais importante.

"II - Diretrizes
À luz do que foi exposto, as seguintes diretrizes devem ser observadas:
1) Nas celebrações litúrgicas, nos cantos e orações o nome de Deus na forma do tetragrammaton YHWH não deve ser usado nem pronunciado.
2) Para a tradução do texto Bíblico em línguas modernas, destinado ao uso litúrgico da Igreja, o que já está prescrito no nº 41 da Instrução Liturgia Authenticam deve ser obedecido, ou seja, o divino tetragrammaton seja considerado o equivalente de Adonai / Kyrios: "Senhor", "Lord", "Signore", "Seigneur", "Herr", "Señor", etc.
3) Nas traduções, em contexto litúrgico, de textos em que estão presentes, um após o outro, o termo hebraico Adonai e o tetragrammaton YHWH, Adonai deve ser traduzido por "Senhor" e a forma "Deus" deve ser usada para o tetragrammaton YHWH, semelhante ao que acontece na tradução em grego da Septuaginta e na tradução latina da Vulgata."
Assinam o Prefeito Cardeal Arinze e o Secretário Dom Ranjith.

Nos textos litúrgicos, graças a Deus, não temos esta bizarra transliteração do tetragrama divino. Mas em muitas músicas cantadas na liturgia e nas preces confeccionadas pelas editoras católicas, são bem abundantes, ora Javé ou Iavé, dependendo do gosto do compositor.
Hora de fazer reunião com os cantores e lhes explicar as motivações da CCDDS. Bom também seria substituir as péssimas preces dos livretos e folhetos litúrgicos, pelas do Missal Romano, pelas do Missal Dominical ou Quotidiano, ou ainda, por composições de uma equipe litúrgica bem orientada e inspirada pelos modelos do Missal.

Missal Romano

No dia 23 de junho p.p., a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos concedeu a recognitio à tradução de parte do Missale Romanum, editio typica tertia para a língua inglesa à Conferência dos Bispos Católicos Americanos. A tradução abrange partes significativas do Ordo Missae. Uma cópia para estudo disponibilizada pelo site daquela conferência pode ser baixada aqui.
Pelo que se lê na tradução aprovada, o lobby progressista americano não teve sucesso junto à Congregação desta vez. As melhoras são notáveis, tanto no que tange à fidelidade ao original latino, como pela adequação da língua ao senso litúrgico. Foram reintroduzidas expressões elevadas, reverentes, mais adequadas aos Divinos Mistérios. Valeu-lhes a aplicação da Instrução Liturgiam Authenticam ( em latim e uma apresentação resumida em português ) de 28 de março de 2001. A tradução inglesa figurava (perdendo provavelmente para a edição brasileira) entre as piores; um grande passo foi dado. Há muitos outros textos a serem traduzidos para que se chegue à publicação da edição típica em inglês.
Nossa edição brasileira vigente não primou pela fidelidade à editio secunda podendo mesmo ser considerada uma edição atípica. Num artigo na Revista de Liturgia (sumido da internet; os que o encontrarem me avisem, por favor) Dom Clemente Isnard admite que se aproveitou da carência de tradutores para o português na Congregação paro Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos para fazer aprovar uma tradução mutilada do Cânon Romano, que já havia sido recusada aos franceses.
A julgar pela tradução americana, nossos im-peritos terão de ultrapassar duas barreiras para aprovar seus péssimos textos. A primeira barreira são os bispos, os quais mesmo não conhecendo latim a fundo, são mais ortodoxos que os da geração passada. A segunda e, espero, intransponível barreira é a Congregação romana.
Cogito se a razão para tamanha demora na tradução (faz oito anos que se publicou a 3ª edição típica latina) não seria a preferência por manter a edição atual. Queira Deus que ao menos os bispos tenham acesso aos textos em tempo hábil antes de irem à votação. Eu pedirei uma cópia, sempre que houver uma disponível, a meu bispo.
Valei-nos, Liturgiam Authenticam!

Recondução ao estado leigo!


O sr. Fernando Armindo Lugo de Mendes, 57 anos, toma posse como Presidente do Paraguay, no dia 15 deste mês, Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem, padroeira da capital paraguaia. Neste mesmo dia, 31 anos atrás, fora ordenado sacerdote da Congregação do Verbo Divino.
O presidente eleito obteve do Papa Bento XVI sua laicização no último dia 30. Era o Bispo Emérito da Diocese de San Pedro. Obviamente não é o que se apresenta de camisa clerical e cruz peitoral na foto ao lado (trata-se do Núncio Apostólico no Paraguay Dom Orlando Antonini).
O gesto sem precedentes do Papa Bento XVI leva em conta a situação política do Paraguay, para cujo progresso a Igreja quer contribuir, e não criar obstáculos. A candidatura do sr. Fernando Lugo foi censurada pelas autoridades religiosas, mas contou com o apoio da maioria católica do país. A constituição paraguaia veda aos ministros religiosos o exercício da presidência, o que poderia gerar contestações constitucionais e gerar uma crise institucional.
O presidente Tekojoja (viver entre iguais, em guarani), que estava suspenso a divinis, se encontra portanto em situação canônica regular. Foi inclusive dispensado da obrigação do celibato, podendo casar-se religiosamente, caso quisesse.
A laicização não retira o seu caráter episcopal, permanecendo portanto bispo in aeternum. Mas somente um rescrito da Santa Sé poderia reintroduzi-lo no Colégio Episcopal.
Como teológo da libertação nunca foi de seu feitio respeitar a Liturgia Divina Católica, veremos se mostrará o mesmo descaso pela liturgia humana do cargo.
Rezemos pelo bem do povo paraguaio, pois os primeiros sinais de seu governo já são péssimos, com a nomeação de abortistas para postos no governo.
Corruptio optimi, pessima!


Texto da Congregação para os Bispos
CONGREGATIO PRO EPISCOPIS
DECRETO
PÉRDIDA DEL ESTADO CLERICAL DE S.E.
MONS. FERNANDO ARMINDO LUGO MÉNDEZ, S.V.D.
OBISPO EMÉRITO DE SAN PEDRO
Su Excelencia Mons. Fernando Armindo LUGO MÉNDEZ, S.V.D., Obispo Emérito de San Pedro, solicitó el pasado 18 de diciembre de 2006 la pérdida del estado clerical para presentarse a las elecciones a la Presidencia de la República del Paraguay. Esta pedtición, señalaba, "no implica abdicar de mi amor a la Iglesia ni de mi estima al servicio ministerial y a la vida religiosa".
La Santa Sede, después de haber intentado disuadir a Mons. Fernando Lugo para que no se presentase como candidato a la Presidencia de la República (cf. CIC can. 285&2), lo ha suspendido del ejercicio del ministerio sacerdotal.
La reciente situación que se ha creado con la elección de Mons. Fernando Lugo como Presidente de la República del Paraguay exige volver a considerar, por el bien del País y para que se distinga claramente y de modo definitivo entre el cargo de Presidente de la República y el ejercicio del ministerio episcopal, la petición que presentó en su día para que le fuera concedida la pérdida del estado clerical. En efecto, su aceptación del cargo de Presidente de la República del Paraguay no es compatible con las obligaciones del ministerio episcopal y del estado clerical.
Así pues, habiendo examinado cuidadosamente todas las circunstancias, Su Santidad Benedicto XVI ha concedido para él la pérdida del estado clerical, con la consiguiente pérdida de los derechos inherentes al mimso, dispensándolo al mismo tiempo de los votos religiosos hechos en la Sociedad del Verbo Divino, de la obligación del celibato (cf. CIC can. 291) y de las demás obligaciones que el estado clerical comporta (cf.CIC can. 292).
El Sumo Pontífice exhorta al Señor Fernando Armindo Lugo Méndez a ser fiel a la fe católica en la que fue bautizado y a llevar una vida coherente con el Evangelio.
Dado en la Ciudad del Vaticano, en la Sede de la Congregación para los Obispos, el 30 de junio de 2008.
+ Giovani Battista Card. RE
Prefecto
+ Francesco MONTERISI
Secretario

"Auf Wiedersehen Brixen"

Bento XVI volta a Roma depois de suas breves férias em Bressanone. "Como todas as coisas belas, também estes dias chegam ao fim. Até a vista Bressanone!" disse o Pontífice, em alemão e italiano, ao despedir-se. O Bispo da diocese Mons. Wilhelm Egger disse aos jornalistas que o papa há muito desejava um tempo para ficar em casa, ler, estudar e passear no jardim. Bressanone ou Brixen é uma cidade de cerca de 20.000 habitantes na região italiana de Trentino-Alto Adige/Südtirol (extremo norte da Itália) fundada em 901.

A maioria dos habitantes fala alemão, e além dos falantes do italiano, há uma pequeníssima minoria (1%) que fala o Ladino (uma das neolatinas da sub-família das reto-românicas, pouco falada e pouco conhecida, e não deve ser confundida com o ladino judeo-espanhol).

O Santo Padre já havia passado férias em Bressanone com seu irmão Mons. Georg (na foto) antes de sua eleição. Apreciava muito a biblioteca do Seminário, onde encontrava material abundante sobre Santo Agostinho, em quem é especialista.
Como Sumo Pontífice é a primeira vez que veraneia em Brixen.

Depois destas curtíssimas férias, o Santo Padre ainda curte o verão em Castel Gandolfo. Bom descanso, Santo Padre!

Santa Clara - Padroeira do Blog

OBLATVS nasce no dia de Santa Clara e se põe sob seu patrocínio.

Deus, qui beátam Claram ad paupertátis amórem misericórditer adduxísti, eius nobis intercessióne concéde, ut, in paupertáte spíritus Christum sequéntes, ad tui contemplatiónem in cælésti regno perveníre mereámur.

(1193-1253)
Em 1215, Clara obteve do papa o privilégio de nada possuir (paupertatis amor), de modo que as freiras da Ordem vivessem apenas de esmolas e doações. Em 1247 o Papa Inocêncio IV promulgou uma nova Regra que permitia a posse de bens comuns. Santa Clara reescreveu esta regra, reconduzindo-a à forma original. Após a morte de Santa Clara, em 1263, uma mitigação parcial da regra foi empreendida. Algumas comunidades seguem a primitiva, mais rigorosa, outras seguem a nova.

Rezemos pelas religiosas clarrissas, por todas as enclausuras e pelas vocações à vida contemplativa.

Sancta Clara, ora pro nobis!

Palavras iniciais

OBLATVS nasce com o desejo de oferecer aos sacerdotes, seminaristas e leigos interessados em matéria litúrgica um ambiente eclesial virtual para a troca de documentos, textos, opiniões, impressões e notícias.


OBLATVS divulgará os documentos, discursos e demais textos do magistério pontifício e episcopal.


OBLATVS não admitirá comentários que firam a caridade que se deve cultivar entre membros do mesmo Corpo. Comentários discordantes, mas respeitosos quanto às pessoas, são bem-vindos.


OBLATVS aceita a colaboração para a tradução de textos em inglês, espanhol, italiano, francês e latim. Estão nestas línguas a imensa maioria dos textos de interesse litúrgico.


" Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit! "
"Foi oferecido, porque Ele próprio quis, e carregou os nossos pecados"
(Ant. das Laudes de Quinta-feira Santa - Liber Usualis 1961)


U.I.O.G.D
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